sexta-feira, 27 de junho de 2014

Top 5: Livros para serem lidos no inverno

Olá, leitores!
Bom, acho que no ano passado a Pam do Garota It fez um vídeo sobre livros para se ler nas férias de inverno e eu achei que cairia bem, já que estamos nessa época maravilhosa do ano. Sério, eu adoro esse friozinho e esses dias chuvosos. 

  • Anna e o beijo francês - Stephanie Perkins 


É quase um crime ser leitor do blog e nunca ter lido esse livro. Um romance maravilhoso, um dos melhores que já li e como se passa na Cidade Luz, naquele ar frio da Europa é sempre uma boa pedida para o inverno. E não reclamem que eu falo sempre sobre ele, pois vou continuar tocando na mesma tecla até todos vocês lerem. Sério, é perfeito. (Acho que pareci uma lunática com esse comentário, mas quem liga?)
  • As peças infernais - Cassandra Clare


Há algo melhor para esse clima frio e chuvoso que a boa e velha Londres vitoriana? Exatamente, não há. Quer personagem melhor que William Herondale? Exatamente, não tem. Bom, recomendo essa série justamente por se passar na Europa, naquela Londres feia e suja carregada de fumaça das fábricas, naqueles vestidos maravilhosos e guarda-chuvas, muitos guarda-chuvas. 
  • Belo Desastre - Jamie Mcguire 

Belo desastre é um romance ótimo! Tem um lugar muito especial em meu coração e como acho que romances combinam com inverno e a obra é um YA mais pesado, decidi inclui-lo no top 5. 
  • Sociedade Secreta - Diana Peterfreud 


Me chamem de louca, já vi blogueiras recomendando essa livro para o verão (?), mas acho que tem todo o clima de inverno, aquelas universidades americanas com sua arquitetura gótica, uma sociedade secreta na qual imagino os integrantes soltando fumaça antes de entrar no mausoléu, além de que se passar numa faculdade, em período de aulas e quando nós estamos tendo aula? Pois bem, no inverno. 
  • Sussurro - Becca Fitzpatrick 

Um romance sobrenatural, nada combina mais com inverno que esse livro. Não sei, é misterioso, grande parte se passa a noite e é sobre anjos... Alguma coisa (talvez muitas) me lembram essa estação fria do ano. Além de eu imaginar a Nora morando em um sítio nas montanhas, portanto acho que não importa a época no ano, para mim a casa da Nora é sempre bem fria. 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Não se apega, não - Isabela Freitas

Olá, leitores!
A resenha de hoje é sobre um livro que aguardava a bastante tempo, "Não se apega, não" da blogueira Isabela Freitas. Bom, eu não acompanho seu blog nem nada, mas já gostava de suas crônicas. Ela escreve muito bem. Não é a toa que se tornou uma de minhas escritoras nacionais prediletas, diga-se de passagem. 

Não Se Apega Não

Ao contrário do que eu achava, não é um livro de crônicas. É uma história onde a personagem principal é a Isabela, uma menina comum de 22 anos que acaba de terminar um namoro de longa data que não estava fazendo bem a ela. Por mais que tenha uma trama, o livro não gira em torno disso, o foco principal é no desapego. Aquele dilema de se desfazer de tudo que te faz mal. E eu achei incrível! A narrativa da Isabela flui, é leve e bem resolvida. Além dos personagens serem super reais, até porque essa não é uma história de amorzinho na qual a mocinha fica com o príncipe encantado no final. É vida real. Onde, desculpe destruir seus sonhos, mas a mocinha tem medo de fazer 40 anos e morar com 27 gatos em um apartamento, apenas por não ter arranjado ninguém. Onde há decepção atrás de decepção, mas ainda encontramos motivos para sorrir. 
Por mais que o título lembre a propaganda da OLX, vale muito a pena. A diagramação está excelente, a Intrínseca arrasou! Acho que essa resenha ficou um pouco confusa, pois não sei descrever muito bem esse livro, é uma obra diferente, uma experiência nova, mas que recomendo muito. Acho que tenho afeição por autoras mineiras, juro... Ôh, estado abençoado com o dom da escrita... Paula Pimenta, Isabela Freitas, Carol Sabar, Bruna Vieira... Como é que é, produção? 
Bom, se deu para entender não sei, mas que se tornou meu livro de cabeceira, pode apostar que sim. 


sexta-feira, 20 de junho de 2014

1.3

A vista da sacada do hotel é linda, a constelação que é a Rocinha acesa contrastando com o mar negro assim como o céu. O Cristo brilha lá no alto para lembrar-me que estou no melhor lugar do mundo, minha cidade, meu Rio.  A brisa com cheiro de maresia em meu rosto é tão deliciosa quanto o pijama quentinho no qual estou vestindo. E esse é o encerramento do melhor dia da minha vida, ou talvez um dos, nunca se sabe. Digno, não acha?
A infinidade do oceano me faz refletir sobre quantas coisas ali estão escondidas, quantos sentimentos de antigos amores, quantas ondas de ano novo puladas. É impossível descrevê-las se chocando contra as rochas, logo abaixo do viaduto, onde ninguém consegue enxergar, todos estão preocupados demais com suas próprias vidas. Desejo que essas águas levem tudo que há de ruim embora, que essa ventania me ajude a pensar e esclarecer sobre sentimentos que nem eu mesma entendo e que a cada dia eu seja grata ao meu Criador e capaz de reparar nesses pequenos detalhes da vida, como consigo agora.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Azul da cor do mar - Marina Carvalho

Olá, leitores!
Não sei nem o que dizer sobre este livro, estou tão encantada que tudo o que gostaria de fazer nesse momento é entrega-lo nas mãos de vocês para se encantarem assim como eu. Marina é uma ótima autora e com apenas dois títulos publicados tornou-se uma de minhas autoras brasileiras prediletas. 



Rafaela é uma simples estudante de jornalismo que consegue o estágio dos sonhos no jornal Folha de Minas, o maior do estado. Nele a garota conhece Bernardo, o jornalista na qual ela precisa seguir os passos/ser como uma sombra para ter experiência no meio jornalístico, mas o que não está em seus planos é que ele seja um tremendo arrogante. 
Presa a lembrança de um garoto de mochila xadrez do passado, acompanhamos o dia-a-dia de uma redação e um romance inesquecível que só a Marina é capaz de escrever. 
Marina Carvalho, anotem esse nome na última folha do caderno, pois vocês com certeza o ouvirão novamente, cada vez com mais sucesso. Essa autora promete, assim como muitas da literatura nacional. Ela possui a fórmula secreta de criar um protagonista apaixonante. Não gostamos daquele que desde o começo é meloso e apaixonado e...ZzzZZz Gostamos daquele que vai abaixando a guarda aos poucos, que tem um jeito meio misterioso, que é grosso, sarcástico... Mulheres são assim, gostam de sofrer e Marina sabe adicionar isso aos seus protagonistas masculinos, tanto Alex quanto Bernardo.
A história é magnífica, um romance maravilhoso no qual quando terminei fiquei com uma sensação de vazio. Poderia ler as palavras de Marina por anos e já estou super ansiosa para seu próximo livro. 
Super recomendado, mais que isso, leitura obrigatória para todos os fãs de romance. 
E é com escritores como a Marina que vamos, aos poucos, acabar com esse preconceito sob a literatura nacional, pois, é como sempre digo, para ter talento não importa a nacionalidade. 


sábado, 17 de maio de 2014

Inferno Astral

Sabe aquele momento que você vê que sua vida está descendo pelo ralo? Que tudo mudará radicalmente e que você não suporta mais? Seja uma demissão, uma separação ou, no pior dos casos, uma morte? Nunca acreditei em inferno astral, mas, desde alguns dias atrás, estou começando a crer que de repente, tudo o que você tinha como vida acabou. Você vê que alguma coisa está errada quando você olha para trás e percebe o quanto era feliz e começa a questionar se o que está vivendo agora te agrada. Não estou gostando dos rumos que minha vida está levando. Não quero descer nesta estação, se pudesse, esperaria a próxima, mas o trem não para e não permite escolhas. O amanhã não existe. Apenas o hoje e as lembranças do passado, na qual gostaria de viver. Onde tudo era simples, quando nada disso havia acontecido. Engulo as lágrimas. Ninguém pode me ver chorando. Não quero que tenham pena ou que venham me confortar. Há momentos em sua vida que a luz no fim do túnel pode ser um farol de caminhão. As brigas são constantes, gritos também. O que está acontecendo? Não sei. Tenho a sensação de que estou sozinha e que aquele ciclo aterrorizante começará novamente. Quantos anos durará desta vez? Estou passando por uma fase difícil na minha vida, não só pela chegada da adolescência, quanto a mudança de escola e agora isso. Não tenho mais forças. "Deus não lhe dá nada que não possa suportar", acho melhor dizer "basta", então, pois esse é meu limite. Espero que a calmaria chegue brevemente, pois a correnteza está me levando e acho que, daqui a alguns minutos, não terei mais fôlego para continuar respirando. 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Ah, o verão - Fernanda Belém

Olá, leitores!
Ontem terminei um livro que me deixou bem inquieta, Ah, o verão da autora brasileira Fernanda Belém, não sei direito se gostei ou não ou se valeu mesmo a pena e essa resenha me ajudará a decidir isso. Tenho várias críticas para fazer, mas também tem lá seus pontos positivos.


O livro conta a história sobre Mila que em um verão, no auge de seus quinze anos viaja para Búzios no Rio de Janeiro com a família, inicialmente a ideia de ficar longe de seu affair, suas amigas e todas as festinhas para passar o verão com seus pais e um casal de amigos (com sua filha sem graça) é intolerável, mas esse acaba sendo o melhor verão de toda sua vida.

Pontos negativos:
  • Achei o romance muito água com açúcar, não me encantei, não suspirei, na verdade achei muito ruim e forçado. Mila e Leandro não tinham nenhuma química e achei muito sem graça, certamente isso acabou com o livro. Espero que nos próximos livros da série a autora não faça com que nós, leitores, engulamos uma história de amor tão artificial. - 5 pontos
  • Não tem história. Não tem um conflito, a autora simplesmente pegou esse tema "amor de verão" fez um romance fraco e é isso ai, gente. Uma narrativa precisa de uma introdução, um conflito, um desenvolvimento e uma conclusão. Senti como se estivesse lendo uma redação de alguém da minha classe da oitava série na qual a autora estava apenas querendo encher linguiça para ultrapassar as x linhas, porque Fernanda poderia escrever uma bíblia com a história que criou: piscina, beijar, escrever na agenda, dormir. É nisso que o livro é baseado. - 4 pontos
  • A narrativa. A autora tem muito que amadurecer sua escrita, mas isso vem com o tempo e experiência espero ver uma evolução nos próximos livros da série. - 1 ponto
  • A diagramação está muito infantil e parece que foi feita no paint, não gostei do design gráfico da obra. - 1 ponto
Pontos positivos:
  • O clima do livro é contagiante. Búzios é um lugar mágico e um cenário perfeito. Já fiquei hospedada na "pousada com telhados coloridos" no canto esquerdo da praia Geribá e já estive em vários locais que aparecem na trama e me senti em casa, sabia como era cada ponto descrito e foi uma experiência muito boa. Além de que Fernanda soube captar o espírito do verão. Aquela estação onde você só procura algo para preencher seus dias a toa. + 2 pontos
  • Mila e a relação com sua mãe, me identifiquei com ela, na verdade, toda a adolescente brasileira irá. Ela tem os mesmos receios, medos, pensamentos que qualquer uma de nós. Uma personagem bem real que foi um ponto positivo. Assim como sua relação com a mãe. "Mãe é tudo igual só muda o endereço" e é verdade senti como se estivesse entre um diálogo com minha progenitora e isso foi bem interessante + 3 pontos
  • A premissa "estações". Acima de tudo, sim, quero ler a continuação, acho que Mila estará mais madura assim como a autora e adorei a ideia de histórias de acordo com as estações do ano. Aguardo "Folhas de outono" e tenho a expectativa que seja melhor que o primeiro livro da série. + 1 ponto
  • É um livro leve e rápido, não é uma obra arrastada, é gostoso e simples, o que eu estava procurando nesse feriadão. Uma boa companhia por mais que não seja lá isso tudo. + 2 pontos

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Vinte garotos no verão - Sarah Ockler

Olá leitores,
A resenha de hoje é sobre um lançamento de Abril da Novo Conceito, nossa editora parceira. 
  


O livro conta a história de Anna, Frankie e Matt, três vizinhos e amigos inseparáveis. Mas Anna nutre sentimentos por Matt nos quais esconde de Frankie, a irmã do garoto, e em sua festa de aniversário de 15 anos os desejos de Anna se tornam realidade, Matt enfim a beija e a relação deles começa a mudar, todavia entre encontros escondidos na madrugada e uma viagem de família para a ensolarada Califórnia onde Matt iria enfim contar a Frankie sobre sua relação com a melhor amiga da garota, Matt falece. Deixando para trás corações partidos.
Um ano mais tarde, Frankie se tornou outra pessoa, uma garota cheia de atitude, revoltada que no fundo só queria chamar um pouco de atenção para tentar suprir a carência que o irmão deixou em sua vida e Anna aderiu seu diário como confidente. Ambas viajarão juntas para a Ilha Zanzibar onde terão o Melhor Verão de Todos os Tempos. E Frankie faz uma proposta: Vinte dias, Vinte garotos. Assim Anna finalmente pode viver uma paixão de verão, mal sabendo ela que a garota já teve seu amor, Matt, seu falecido irmão. 

Nem sei o que dizer sobre esse livro, meus sentimentos sobre ele foram tão conflituosos... Mas prometo me esforçar.
A narrativa da autora é muito fluída, quando você percebe já está no meio do livro, é leve e contagiante, eu me senti em meus dias de férias onde estou apenas procurando algo para preencher meu tempo livre. Além disso, os capítulos não são muito longos, tem a quantidade de páginas ideal para não deixar os leitores cansados. 
Um ponto negativo foi que a protagonista nunca viu o mar, então ela narra como é a sensação de ver aquela imensidão azul pela primeira vez e as sensações e etc... E eu não consegui me identificar e eu por mais que entendesse o contexto, achei muito mimimi. Oras! Eu sou carioca, moro a uma rua da praia e o mar para mim é tão comum quanto árvores! Cresci com ele! Não tenho essa de "quando eu vi o mar...". Ainda me encanto e me acho extremamente pequena em comparação a ele. Mas quando as ondas viram cenário da minha ida à escola, acho que duas páginas descrevendo aquilo bem desnecessário.
Alguns momentos achei também um pouco fútil. Anna e Frankie mentem para os pais para ver os garotos, inventam histórias mirabolantes para encobrir suas mentiras e os pais são alheios a tudo. Se elas dissessem que eram parentes da Rihanna eles iriam acreditar. Para mim faltou uma cinta (hahahahahah) ou um esporro, sabe?
Achei a história emocionante e maravilhoso o modo que a autora lidou com o tema. Além dos personagens serem muito bem construídos psicologicamente. 
É uma leitura destretensiosa, ideal para uma tarde de verão, com a brisa quente em seus cabelos (ok, eu li em uma segunda-feira chuvosa, ignorem), dei 3 estrelas, é um bom livro, porém nada muito marcante.