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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Isla and the happily ever after - Stephanie Perkins

Olá, leitores!
2016 começou com ressaca literária. Eu não estou com interesse em nenhum livro que eu tenho na estante nem nas livrarias, mas como eu viajei e passei mal por alguns dias consegui terminar o livro que tinha levado na bagagem, "Isla and the happily ever after" publicado no Brasil pela Intrínseca como "Isla e o final feliz".


Comprei esse livro a muito tempo pelo Book Depository quando os direitos dos títulos da Stephanie ainda estava nas mãos da Novo Conceito que não tinha nenhuma previsão do lançamento. Mas demorou a entrega e, quando chegou, deixei de lado, mas depois de um tempo traduziram e eu fui tentada a ler em português  muitas vezes pelo simples fato de ser um livro um pouco mais complicado para quem não tem o inglês como primeira língua. O livro é passado na França e em Barcelona, o que adiciona algumas frases e nomes de lugares em francês e espanhol a narrativa que já está em uma língua estrangeira, além de falar bastante sobre arquitetura e arte o que requer um vocabulário que não usamos com tanta frequência. Para quem ainda está se adaptando com a leitura na língua inglesa, recomendo ler em português mesmo. 
"Isla and the happily ever after" foi uma ótima leitura. Amei o romance, os personagens tem química e é passado no universo de Anna e o beijo francês, na Cidade Luz, e em Nova York, minha cidade preferida (ainda cita a Columbia University <3). Por mais que Lola precise urgente dar umas aulinhas de autoconfiança para Isla, o último livro da trilogia deu um banho na decepção que foi "Lola e o garoto da casa ao lado". Josh é sim um garoto apaixonante, mas não tanto quanto o St. Clair. Anna e o beijo francês segue firme sendo o romance da minha vida, mas a leitura é obrigatória para todos os fãs, como eu, do primeiro volume da série (principalmente pelo final). 2016 começou com o pé direito. 

domingo, 13 de setembro de 2015

O segredo de Emma Corrigan - Sophie Kinsella

Olá, leitores! 
A resenha de hoje é sobre um livro que comprei na primeira sexta feira Bienal do Livro. Queria escrever esse post depois do sobre minha experiência bienática (?), mas meus dedinhos estavam coçando para dividir minha opinião sobre a obra da Sophie, para que vocês não percam o tempo que eu perdi para conhecer essa autora maravilhosa. 


Emma Corrigan tem segredinhos bobos, daqueles que todos nós temos. Eles vão desde seu peso à suco de laranja na planta da chefe, mas o que ela não esperava é que tê-los revelado à um completo estranho quando entrou em pânico, devido a uma forte turbulência em um avião, fosse mudar sua vida até que Jack Harper, a lenda do marketing e o fundador da companhia onde trabalha, vai visitar a sede de sua empresa em Londres e então as coisas começam a ficar interessantes. Afinal, não é todo dia que seu chefe sabe de tudo sobre a sua vida, inclusive que você dá escapadas para o Starbucks no horário do serviço e pequenos detalhes diários como esse.
"O segredo de Emma Corrigan" foi meu primeiro livro lido dessa autora e não poderia ter me deixado uma melhor impressão. Foram momentos maravilhosos na companhia de Emma e Jack! Fiquei apaixonada pela personalidade de Emma e pela humildade de Jack (<3).
Confesso que quando me falaram de um tal livro engraçadíssimo escrito por uma britânica não levei fé na parte da comédia, mas me peguei gargalhando e paguei a língua. 
Sophie não é a rainha do click-lit em vão. Sua narrativa é simples, leve e envolvente. Eu devorei os capítulos e senti uma fina saudade quando cheguei ao fim. A única coisa que me conforta é que a Sophie tem vários livros publicados e posso matar a saudade de sua escrita a cada título. Recomendo para todos, mas é leitura obrigatória para os fãs de livros de mulherzinha. Dei cinco estrelas, mas gostaria de dar toda a via láctea. A tempos um livro me surpreendia tão positivamente. 
A história me lembrou um pouco "Azar o seu" da Carol Sabar, uma de minhas autoras nacionais prediletas, por mais que não tenha muita coisa a ver tirando o pontapé inicial da estória. 
Acho muito difícil resenhar livros que amei, porque a resenha nunca faz jus a obra, mas eu realmente espero ter empolgado vocês. Não percam todo esse tempo que perdi sem as palavras da Kinsella.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Um ano inesquecível - Pimenta, Dewet, Vieira e Rebouças

Olá, leitores!
Estava ansiosa por esse livro desde que divulgaram a coautoria entre essas autoras tão talentosas da literatura brasileira. Um ano inesquecível é composto por  quatro contos, cada um passado em uma estação do ano, escrito pelo quarteto fantástico Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças. É muito amor para 400 páginas. <3

Um ano inesquecível

  • Enquanto a neve cair (Paula Pimenta)
O inverno de Paula Pimenta é abordado no frio de Vale Nevado, Chile. Mabel foi praticamente arrastada para uma viagem em família quando o que mais queria era estar no Brasil. O que a garota não sabe é que essa semana nas terras geladas da América do Sul será capaz de aquecer seu coração. 
É marmelada escrever essa resenha quando esse conto foi escrito no período que a autora estava viajando comigo. Vocês já sabem minha opinião, tudo que a Paula publica é maravilhoso e essa história não foi diferente. 
Já simpatizei com a protagonista pelo fato de ser baixinha e é simplesmente sensacional como a autora conseguiu transformar uma viagem em família numa experiência romântica. Essa Paulets só nos ilude. Não dá com ela, não. Sem dúvidas, "Enquanto a neve cair" é o melhor conto do livro.

  • O som dos sentimentos (Babi Dewet)
Babi nos traz um outono chuvoso das vidas de João Paulo e Anna Julia, tendo como cenário a Avenida Paulista. Ela, uma jovem da elite paulistana que teve a vida inteira controlada pelos pais. Ele, deixou Minas Gerais para perseguir seu sonho na capital, estudar música. E, como dizem por ai, "where words fail music speaks". 
É um bom conto, não posso negar. Nada demais, porém. A narrativa da Babi é maravilhosa, mas algo na história não me conquistou. Talvez a falta de uma problemática. Ou quem sabe a falta de sal nos personagens. 
Eu acho a Babi uma escritora e tanto, mas confesso que esperava mais. Talvez eu tenha depositado muita expectativa. Talvez, mas mesmo assim o conto está longe de ser ruim.

  • A matemática das flores (Bruna Vieira) 
A primavera de Bruna Viera se passa no último bimestre do terceirão. Jasmine está segurando a lanterna e precisando de nota para terminar o segundo grau. Até que a morena de cabelos cacheados é obrigada a ter aulas particulares com um dos alunos da faculdade de engenharia. O que acaba não sendo tão entediante como a garota previa. 
Esse conto foi o extremo oposto da Babi. Eu não esperava nada e me surpreendeu de uma forma muito positiva. Como vocês devem saber, eu não gostei muito da pegada da Bruna para os romances em sua trilogia, mas sua escrita evoluiu muito nesse livro. É clichê, mas daqueles que você gosta de ler. Não foi o melhor conto do livro, mas Jasmine foi uma boa companhia nas horas que passei ao seu lado. Aliás, sua opinião sobre matemática me representa. E muito. 
  • Amor de carnaval (Thalita Rebouças)
Carnaval do Rio de Janeiro. Três amigas. Subcelebridades. Traições. Romance. Sapucaí. 
A Thalita arrasou! Eu não sou de rir com livros, mas eu gargalhei com esse conto. Não esperava muito, pois detesto Carnaval, mas o romance foi muito bem desenvolvido e eu me peguei querendo que o conto fosse estendido. Definitivamente, "Amor de Carnaval" e "Enquanto a neve cair" foram os melhores contos do livro. Eu inclusive acho que deveriam ser estendidos. Cem páginas é muito pouco para expressar meu amor por Guima e Ben.




quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Jesse's Girl - Miranda Kenneally

Olá, leitores!
Como sabem, nas últimas férias eu estava em Los Angeles e lá, num shopping a céu aberto que visitei, tem uma Barnes and Noble maravilhosa. Quando fui não deu para ficar o tempo que eu queria bisbilhotando aquele paraíso, pois  tinha hora para ir embora e eu ainda precisava conhecer o restante do lugar então dei só uma olhada nos títulos por alto. Li algumas contra-capas e Jesse's Girl me chamou atenção e, para não sair de mãos vazias, comprei. Às vezes, fazemos boas escolhas na vida. Ter comprado Jesses's Girl é uma delas.  


Nos Estados Unidos existe um dia no qual alunos do ensino médio realizam o "Shadow Day" que corresponde à, basicamente, acompanhar a rotina de um profissional da área que você pretende trabalhar. Só que, geralmente, se você alega que quer ser "jogador da NBA", por exemplo, te colocam para seguir o gerente da Centauro durante um expediente. Não necessariamente se você pretende ser música vão te encaminhar para um dia com um astro do country, mas, felizmente, é isso que acontece com Maya, nossa personagem. A garota não faz a menor ideia que o queridinho da Billboard e de todas as adolescentes, Jesse, é sobrinho do diretor da escola em que ela estuda, possibilitando-a assim de aprender com alguém lindo e que está nesse mercado a anos. 
Eu estou perdidamente, completamente e loucamente apaixonada por esse livro. As editoras brasileiras não sabem o que estão perdendo não o adotando. Esse livro foi tudo e mais um pouco do que eu esperava de Teen Idol, que acabou não correspondendo tanto as minhas expectativas. 
A narrativa de Miranda é uma delícia de ler, a história é uma fofura e os personagens são extremamente viciantes. Confesso que não consegui imaginar o Jesse com chapéis de cowboy, na minha cabeça estava mais para Justin Bieber cantando músicas como "Ho Hey", mas isso não vem ao caso. 
Não é um livro tocante, na verdade, é um romance que muitos diriam ser clichê, mas o fato é que não consegui me desgrudar do livro. Comecei a ler só para ver qual era e não consegui largar até a página final. Em termos técnicos, não é nada demais. Em termos emocionais, ganhou meu coração. Me encantei com Maya e Jesse (que já poderia ser vendido da OLX para mim) e, sinceramente, entre tantos outros, fico feliz desse título ter chegado em minhas mãos. 
Outro ponto que eu reparei é que a cada livro em inglês que você lê, mas fácil a leitura vai se tornando. Você se familiariza com algumas expressões usadas e com isso a leitura torna-se mais rápida, além de aumentar seu vocabulário. Pois, você não vai lembrar de todas as palavras aprendidas se não as lê-la com frequência. Por isso defendo que vale muito a pena sair da zona de conforto dos livros traduzidos e das aulas de inglês. 
(I wish that I had Jesse's Girl. 
Tailgatting)
   

sexta-feira, 26 de junho de 2015

The List - Siobhan Vivian

Olá, leitores!
Esses dias terminei um livro que comprei quando fui para Nova York, eu já tinha me interessado pela premissa que li no site da autora e quando encontrei aquele livro ali, ao vivo, na minha frente não resisti e comprei, chama-se "The List" que seria "A Lista" em português e é da Siobhan Vivian, a autora da série Burn to Burn, que eu simplesmente amo. Ainda não lançou no Brasil e acho que não tem previsão, mas quem publica a Siobhan Vivian por aqui é a Editora Novo Conceito. O livro também teve os direitos vendidos para a MTV para uma adaptação televisiva. Uma série de TV. Uma série de TV sobre The List. Meu forninho se encontra no chão.   


"Isso acontece todo ano antes do homecoming - a lista é espalhada por toda a escola. Duas garotas de cada série são escolhidas. Uma é nomeada a mais bela, uma a mais feia. As garotas que não são escolhidas são rapidamente esquecidas. As que são tornam-se o centro das atenções, e cada uma delas reage de uma maneira diferente diante à experiência. 
A felicidade de Abby por ter sido nomeada a mais bonita é rapidamente nublada pelo ressentimento de sua irmã. 
Danielle está preocupada com a maneira que seu namorado lidará com a notícia. 
Lauren foi educada em casa e foi cegada por sua popularidade instantânea. 
Candace não é feia, nem um pouco, isso só pode ser um erro. 
Bridget sabe que sua transformação do verão não foi algo para ser celebrado. 
Sarah sempre foi contra os tradicionais padrões de beleza e ela decide elevar isso à um outro nível.
Margo e Jennifer, ex melhores amigas que não se falam a anos, são forçadas a confrontar o porque da amizade ter terminado. 
Com "The List" Siobhan Vivian habilmente te transporta para a vida de oito diferentes meninas lutando com problemas de identidade, auto-estima e julgamentos da sociedade. Sendo a mais bonita ou a mais feia, uma vez que você está na lista, você nunca será a mesma."
Eu gosto muito dessa autora e esse livro só serviu para essa admiração crescer. Acho que assim como a Paula Pimenta consegue transmitir a imagem do adolescente brasileiro para as páginas, o mesmo acontece com a Siobhan só que com a cultura americana. E justamente por essa diferença cultural que esse tipo de livro não faz tanto sucesso assim em terras brasileiras. Mas eu, particularmente, amo fazer um intercâmbio particular por meio da leitura. 
A escrita da autora é incrível. Cada personagem tem uma individualidade, histórias envolventes e quando você percebe você terminou o livro todo. 
Não é nada muito marcante, mas vale a pena a leitura. A única história que eu achei fraquinha foi a da Bridget, que inclusive trata de um tema forte. A minha personagem preferida é a Margo (sou clichê, superem) e achei a sua trama interligada com a da Jennifer sensacional. O autor da lista só é revelado no fim do livro e é bem surpreendente, na verdade fiquei encantada com o final. Achei super digno.
Recomendo muito a leitura, se você está exercitando a língua como eu recomendo duas vezes, pois é uma obra perfeita para isso. Possui capítulos curtos, texto fácil de compreensão (a maioria do livro é no Simple Present) e é divertidíssimo.

domingo, 31 de maio de 2015

A herdeira - Kiera Cass

  
Olá, leitores!
Todos sabem que sou uma completa fã de A Seleção, por isso não tinha como eu não pular de alegria quando descobri que teria uma "continuação" desse universo magnífico de Illéa. Eu estava com expectativas altíssimas e é uma pena que o livro não tenha correspondido a elas.


Anos após o fim das castas, a população ainda sente o reflexo delas, a monarquia está ameaçada por grupos extremistas e a família real já não sabe mais o que fazer. Até que uma ideia surge. Uma nova seleção. Trinta e cinco pretendentes lutando pelo coração de Eadllyn, a filha mais velha do rei Maxon e da rainha America. 
Eadllyn, primeiramente, não enxerga a Seleção como uma oportunidade de conhecer o amor de sua vida, sim, uma estratégia governamental, por isso, aceita fazer parte disso. O que ela não esperava era conhecer jovens tão bacanas - outros nem tanto - e parece que a princesa, que antes considerava o amor uma fraqueza, pode enfim se apaixonar. 
Eu me decepcionei terrivelmente com o livro. Primeiramente, gostaria de desabafar: Que garota chata essa Eadllyn. Prepotente, soberba, mimada, fútil, metida... Ok, a intenção era ela ser assim, mas eu não achei interessante ler sobre ela, estar na mente dela, nem entendi como uma pessoa dessas pode ser filha da America. Falando em America, outro desapontamento, ela perdeu toda a essência. Não é mais a America que conhecemos nos livros anteriores. 
O motivo pelos quais os extremistas odeiam o governo é raso, não tem ação na história, muito menos romance. não senti química da protagonista com personagem algum. Nem o final que teve um cliffhanger absurdo conseguiu me envolver após quase 400 páginas desastrosas. 
Fico triste em confessar que preferia que The Selection tivesse terminado no livro anterior mesmo, parece que a autora em "A herdeira" não se importou com a qualidade do livro. 
Não estou ansiosa pelo segundo, mas como eu adoro fazer papel de trouxa devo comprar, porque a esperança é a última que morre. Afinal, "Cidade dos anjos caídos" a continuação do suposto final de Os instrumentos mortais foi péssima. Cidade das almas perdidas foi maneiro. Talvez os livros imitem a vida afinal de contas, dias de luta, dias de glória.  

quarta-feira, 18 de março de 2015

Paixão sem limites - Abbi Glines

Olá, leitores!
Desculpe a ausência, tenho estudado como uma louca, acho que minha vida só vai se regularizar em Maio, mas não deixarei vocês na mão, vou tentar programar posts e fazer o possível para que o blog continue com o ritmo de sempre! 
Bom, a resenha de hoje é sobre "Paixão sem limites", um livro que tornou-se um dos meus queridinhos!



  O livro conta a história de Blaire, uma jovem que após perder a mãe devido ao câncer e ser obrigada a vender a casa em que moravam para pagar as despesas médicas, engole seu orgulho e pede ajuda a seu único parente vivo: seu pai, que a deixou faz três anos para viver na costa da Flórida com uma nova família podre de rica. A garota deixa o Alabama para trás carregando uma mala e dirigindo uma velha picape. Mas quando chega à Rosemary tem uma surpresa: Seu pai e sua madrasta embarcaram para Paris enquanto a casa está sob controle de Rush, o filho de Georgianna, esposa de seu pai, com um astro do rock. O plano de Blaire era permanecer em Rosemary até se estabelecer financeiramente e alugar um apartamento, mas ela não tinha nenhuma noção do que lhe aguardava.
  Primeiramente, gostaria de agradecer a Deus por eu ter lido quando a continuação já havia sido lançada, porque acho que me mataria se tivesse que esperar para saber o que aconteceria em seguida!   Confesso que andava meia desestimulada com minhas leituras, nada me agradava na livraria, nem na estante... Até que peguei "Paixão sem Limites" para ler e foi a cura para uma das maiores ressacas literárias que já tive!
  É um livro maravilhoso para os fãs de romances, ou melhor, de YA's em geral! Só não recomendo para todos porque tem umas cenas pesadas o que acaba restringindo a faixa etária.
 Com uma vibe The OC, o livro é bem fininho e leve portanto dá para intercalar com uma rotina atarefada, o que caiu como uma luva para mim. 
 "Paixão sem Limites" parece uma fanfic, mas isso não é uma crítica, na verdade, eu gosto de livros assim! O título é meio cafona e sessão da tarde feelings, mas a diagramação está lindíssima e vale muito a pena dar uma chance pelo conteúdo do livro em si! 
 Eu estou lendo a série por ebook, mas pretendo terminar minha coleção com os livros físicos futuramente. Pesquisando um pouco descobri que há outros romances protagonizados por personagens que aparecem na trilogia, o que me deixou muito empolgada! E o melhor de tudo: A Arqueiro confirmou que todos serão publicados no Brasil, alguns inclusive já foram lançados!
Uma dica: Não percam mais tempo, leiam imediatamente! 


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Diário de um adolescente apaixonado - Rafael Moreira

Olá, pessoal!
(Primeiramente, Unidos do Feriado Prolongado: Nota - 10.)
A resenha de hoje é sobre um livro que eu li por ser bem rapidinho e para me curar dessa ressaca literária, Diário de um adolescente apaixonado, publicado pela Novas Páginas (selo da literatura brasileira da Novo Conceito).

                                                       

O autor do livro é um youtuber no auge de seus 17 anos. Eu não fazia ideia da existência dele, mas se a capa do livro diz que ele é famoso, quem sou eu para discordar, não é mesmo? É um livro de curtas crônicas sobre temas diversos desde bullying até crise hídrica. 
Eu concordo com a maioria das opiniões do Rafael, na verdade, acho que ele deve ser um menino de ouro (estou falando que nem minha bisavó, só faltou lançar um "brotinho" no meio). Comecei a simpatizar ainda mais com ele com seu texto sobre o movimento "Eu escolhi esperar". Mas como escritor, não funcionou. Quer dizer, não é que ele escreva mal, mas acho que sua narrativa ainda tem muito o que amadurecer, não estava no momento de lançar um livro.
Além da diagramação ser de extremo mal gosto. Quando eu leio um livro, quero ler as palavras do autor já quando eu assisto à um vídeo no Youtube quero vê-lo. E acho que confundiram isso. TEM IMAGENS DO AUTOR PARA COLORIR NO EXEMPLAR INTEIRO. Irritou-me um pouco. Soou narcisista e cafona. Erraram feio, erraram rude nessa diagramação. 
É um livro leve e rápido, mas nada demais e com crônicas fraquinhas. Para esse gênero recomendo a Martha Medeiros e a Paula Pimenta. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ashes to Ashes - Han e Vivian

Olá, leitores! 
No meio dessa correria que anda minha vida, terminei em uma dessas madrugadas Ashes to Ashes, o volume 3 da série Burn to Burn. Ainda não lançou no Brasil, eu li em inglês mesmo, pois não aguentei esperar! Eu farei um post dando dicas para quem quer começar a ler livros em inglês, já que eu também não sou fluente no idioma e consegui entender tudo perfeitamente. 
* Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores, então, se você ainda não leu, pare e pare agora.


Após as revelações bombásticas do final de Dente por Dente, o livro inicia com todos ainda muito abalados com a morte de Rennie, estão no último ano do ensino médio e sofrem as pressões que o "terceirão*" trás consigo. Lilia está se sentindo culpada tanto pelo o que aconteceu com Rennie quanto o que seu romance com Reeve pode significar para Mary, que anda sumida desde a noite de ano novo. Kat está focada em conseguir uma vaga em Oberlin e mudou muito desde o primeiro livro. Elas deixaram de lado a identidade vingativa, estando Rennie falecida, Lilia tendo um caso com Reeve e Alex, nem elas mesmas entenderam porque queriam vingar-se dele. Exceto Mary, que quer vingar-se de todos eles. Reeve, seu antigo bullie e as amigas, que a traíram.     
Vou começar essa resenha com um apelo: Novo Conceito, publica logo esse livro. Eu já estava ficando doida com o cliffhanger do segundo volume da série, o último até agora lançado no Brasil. 
Eu sou uma louca apaixonada por essa série. Na minha opinião, uma das melhores young adults. E esse último livro não decepcionou, seguiu o mesmo padrão dos livros anteriores. A história foi muito bem costurada, nenhum capítulo era em vão. Todos tinham algo importante para o decorrer da história. 
Minha personagem predileta é a Lilia e obviamente sou Leeve shipper então o epílogo foi um facada, daquelas que espirra sangue para todos os lados, mas eu achei que foi uma boa conclusão da trilogia. Afinal, a vida é assim. Composta de fases. Tudo muda e termina. O período em que a série se passou era passageiro, só uma pequena porcentagem da vida daquelas pessoas de papel. Doeu, é claro que doeu, mas eu achei digno e bem pertinente, então eu sorri e superei. Não foi como se as autoras tivessem "jogado tudo pro alto" como li em alguma resenha por ai, pelo contrário, elas armazenaram os episódios da série nas lembranças dos personagens, assim como nas nossas. O que fez o livro parecer real, o que fez a série parecer eterna. Como se eu estivesse aqui escrevendo essa resenha no mesmo momento que a Lilia está visitando seus pais em Boston.
Recomendo esse livro assim como toda a série, para quem ainda não leu porque está esperando chegar ao Brasil, tenho um recado para vocês: Vale a pena a espera. 
O nível de inglês desse livro é bem fácil, sem muitas palavras rebuscadas. Quando eu comprei fui na cara e coragem, nem consultei para ver se tinha uma escrita mais difícil, porém tudo deu certo!
Ministério da Leitura adverte: Esse livro pode gerar uma ressaca literária. Até agora, um caso foi confirmado.    

* Nos USA, o high school começa no 9° ano daqui, digamos, então é errado dizer "terceirão", o correto seria "senior year", mas eu adaptei para que todos pudessem entender.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

O menino do pijama listrado - John Boyne

Olá, leitores! 
A resenha de hoje é sobre um livro que já tinha ouvido falar, mas nunca realmente tive curiosidade até ser um dos livros complementares da escola esse ano. "O menino do pijama listrado" do John Boyne publicado pela Editora Seguinte, um dos selos da Companhia das Letras. Presumo que essa resenha não chegue aos pés do que a obra merece, mas vou me esforçar para passar para vocês meu deslumbramento a respeito desse livro. 

O Menino do Pijama Listrado

Passado-se na época da Segunda Guerra Mundial, "O menino do pijama listrado" conta a história de Bruno, um menino de 9 anos que é obrigado a deixar Berlim, onde morava numa casa de cinco andares, por conta do emprego do pai e viver num lugar triste e solitário chamado Haja Vista, bem diferente da capital da Alemanha, seu antigo lar, onde as pessoas eram mais felizes. Até que Bruno, explorando o lugar, encontra uma cerca. Uma cerca que mudará sua vida para sempre. 
Essa sinopse foi bem genérica, porque acho que a graça do livro é descobrir o que está acontecendo ao decorrer da história. Eu, por exemplo, não sabia nada sobre a trama quando peguei para ler e achei que foi uma experiência bem interessante captar o que estava ocorrendo junto com o protagonista. 
Bom, o livro é 8 ou 80. Ou você ama ou odeia. Felizmente, funcionou muito bem comigo. Achei simplesmente sensacional. Vi algumas pessoas reclamando alegando que Bruno é um personagem chato, mas eu o achei uma criança encantadora e amei o fato do livro ter sido narrado por uma ótica tão inocente. 
Com a mensagem que o livro transmite lembrei de um discurso muito bonito do Nelson Mandela: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela sua cor de pele, sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente no coração humano que seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." E isso cabe muito bem no contexto de "O menino do pijama listrado" e não é à toa que a Bíblia diz para sermos como as crianças.  
Super recomendo esse livro, na verdade, é uma leitura obrigatória! Tornou-se um dos meus prediletos e não é por nada que é um sucesso pelo mundo todo. Realmente, esse reconhecimento é mais que merecido. 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Ai, meus deuses - Tera Lynn Childs

Olá, leitores!
A resenha de hoje é de um livro para aqueles que sentem saudades de Percy Jackson. Não que a história em si seja igual ou coisa parecida, mas também aborda esse tema de ''mitologia grega nos tempos de hoje". "Ai meu deuses" da Tera Lynn Childs publicado no Brasil pela Galera Record.


Phoebe não pode estar mais contente, acabou de ganhar uma importante corrida e com isso seu nome está sendo considerado para uma bolsa integral na universidade que ela sempre sonhou, a USC, quando sua mãe, que acabou de voltar de férias na Grécia, lhe dá a notícia de ela está noiva de um grego e por conta disso irão morar em uma ilha no meio do mar Egeu.
Phoebe irá frequentar a escola onde Damian, o noivo da mãe, é diretor. Mas o que ela não esperava era essa escola ser exclusiva para descendentes dos deuses gregos e que cada aluno era provido de poderes sobrenaturais. Exceto ela, é claro! A única kako, ou melhor, "sangue ruim" da escola. 
Antes de começar a resenha gostaria de primeiramente comentar: Diana Cordeiro, você está de parabéns! Que capa maravilhosa! Super fofa e tudo a ver com o livro! Mil vezes melhor que a lá de fora! Quando eu escrever um livro, quero que você faça o design da capa.
Elogios à parte, o livro é um infanto juvenil, então pressupõe-se que não será super profundo, rebuscado e de um elevado nível intelectual. Não, mas eu me diverti muito com a leitura e, como já comentei outras vezes, devemos julgar um livro observando seu público-alvo que no caso são meninas mais novinhas.
A história não mostrou muito bem os deuses gregos, na verdade, eles eram citados apenas para distinguir os grupinhos da escola. O que estava mais em evidência eram os poderes dos alunos, porém mesmo assim a escola não tem nada de Hogwarts, parece um ensino médio americano normal.
É um livro encantador, daqueles ideias para relaxar. A narrativa de Tera é super bonitinha, o livro é na primeira pessoa, entretanto não ficou algo cansativo, pelo contrário, adorei a narração de Phoebe. A história em si é bem simples e fluida. Os capítulos são bem extensos, todavia são lidos rapidamente, quando você se dá conta, o livro terminou.
Percy Jackson é um livro melhor e, digamos, mais rico na cultura mitológica além da história também ser mais interessante, mas gostei muito de "Ai meu deuses!", dei 4 estrelas e serviu muito bem para mim que mal leu "Sangue do Olimpo" e já está querendo visitar o Acampamento meio-sangue novamente. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Um herói para ela - Lu Piras

Olá, leitores!
Hoje estou aqui para resenhar "Um herói para ela" da Lu Piras publicado pela editora Novo Conceito, nossa parceira.


 Bianca está insatisfeita com seu trabalho como advogada e sem perspectivas para um futuro melhor. Se envolvendo com cada vez mais caras errados, sua vida vai de mal a pior. Até que um dia, seus pais inscrevem secretamente um dos roteiros que ela escrevia como hobby em um concurso valendo uma bolsa para nada mais, nada menos que a New York Film Academy.
Vencedora do tal concurso, Bianca faz as malas e parte rumo a Big Apple. Dividindo a casa por dois meses com outra brasileira, Mônica e uma russa, Natalya, Bianca corre atrás do seu sonho de ser uma roteirista. No meio disso tudo, um homem misterioso com uma estranha tatuagem cruza seu caminho, salvando-a de diversas situações. Até que ela descobre a verdadeira identidade desse herói e sua vida que já estava tão diferente do habitual, vira de cabeça para baixo.
Iniciei a leitura desse livro primeiramente porque a sinopse me deixou bem curiosa e depois porque passa-se em Nova York e, como estarei lá em abril, seria um bom livro para atiçar essa ansiedade natural de quando tem uma viagem marcada. 
Tenho sentimentos bastante conflituosos sobre esse livro, mas vou tentar me expressar da melhor maneira possível!
Primeiramente, é um bom livro. Não deixa de ser. A ambientação do livro é sensacional, a autora fez uma ótima pesquisa. As colegas de apê da protagonista são super bem construídas e divertidas, dão um charme a mais para o livro, tanto Natalya quanto a Mônica. Gostei também das partes do voluntariado, fiquei bem tocada com a história do Big John. 
O que me desagradou foram os protagonistas e a narrativa o que está bem interligado entre si. Bianca é uma personagem insuportável. Na verdade achei que esse livro teve um grande "complexo Twilight" que nada mais é que um homem perigoso, misterioso e dominador que se apaixona pela garota fraca, chata e sem graça. Acabei de definir Salvatore e Bianca. Além dos dois não terem química, o livro é cheio de clichês dos romances. 
Eu gosto de romances que eu feche o livro suspirando e isso não aconteceu com "Um herói para ela". A história foi muito caricaturada, um romance fantasioso com cenas fantasiosas não só porque isso nunca iria acontecer na realidade, porque essa é a graça dos romances, mas cenas que são muita viagem da autora que tornam-se até difíceis de imaginar. Parece que algumas dessas cenas vieram direto de "Maria do Bairro" ou de um filme fajuto.
Já a narrativa é na terceira pessoa, mas a autora ficou filosofando, querendo romantizar tudo que deu vontade de pular algumas partes apenas pelo fato de preservar minhas taxas de glicose.
A diagramação está super bonita por mais que eu não tenha gostado dessas pessoas na capa, o restante ficou super harmônico e as folhas tem uma textura super gostosa.
Não é o melhor romance que eu já li, na verdade acho que as obras da autora ainda tem muito que amadurecer. Dei 3 estrelas, não odiei o livro, não foi uma leitura pesada na qual era um martírio ler, mas acho que há romances muito melhores para os que procuram. (Acho que farei um top 5 a respeito disso). Conheço pessoas que amaram a obra e ela em si eu até gostei, mas o romance realmente não funcionou comigo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Simplesmente acontece - Cecelia Ahern

Olá, leitores!
Esse ano estou tentando resenhar logo que termino o livro e por enquanto está está funcionando! Terminei "Simplesmente acontece" nessa madrugada e estou radiante até agora. Eu já estava bem interessada quando chegou aqui em casa na caixinha da Novo Conceito (<3), mas estava esperando o filme estar mais perto para poder controlar melhor ansiedade, mas quando as meninas do intercâmbio e a própria Paula Pimenta recomendaram que realmente tomei a iniciativa de iniciar a leitura. 


O livro acompanha a vida de Alex e Rosie, amigos de infância daqueles inseparáveis, mas eram sempre separados pelas circunstâncias. Alex se muda para outro país e nenhum deles sabe muito bem se a amizade sobreviverá a distância, mas o que era improvável se torna possível e eles continuam mantendo contato com a mesma intimidade de antes. Ao decorrer dos anos, a vida de cada um deles vai seguindo um rumo totalmente diferente e frenético. Ele, um cirurgião cardiologista. Ela, correndo atrás de seu sonho de ser gerente de hotel. É uma história sobre amor, amizade, erros, acertos e vida, como ela passa rápido e precisamos pensar em nós, não atrasar nossa felicidade. Eu acredito que tudo acontece por uma razão, nos livros a razão é que a autora quis assim, mas os desencontros de Alex e Rosie todos eles tinham algum motivo, assim como também é em nossa vida real. Seu namorado te deu um pé na bunda? Melhor assim. Não temos consciência do futuro às vezes o destino que parecia certo para nós nada mais é que o caminho que nos levará a uma tristeza ou sofrimento. Dê glória a Deus por ele ter te largado ainda em período de namoro não no altar ou com filhos para criar. E por ai vai, mas isso é assunto de um crônica, vamos voltar a resenha. 
O livro é narrado em formas de emails, bilhetes, cartas e cartões postais, o que eu achei sensacional. Tem vários livros com esse formato de narrativa, eu nunca havia lido, mas gostei muito. é claro que às vezes sentimos falta de uma narrativa, mas acredito que tiraria metade da graça do livro. 
É aquele típica obra que você não consegue largar até chegar ao fim. Li em dois dias e, quem tem em casa ou já viu na livraria sabe que é um trambolhão. Eu estava muito curiosa para saber como aquilo tudo ia acabar e o fim não me decepcionou. 
A trama me irritou um pouco, confesso. Os desencontros do casal protagonista  foram exagerados e fez a história parecer forçada algumas vezes. Pareceu que a autora queria encher linguiça para aumentar o número de páginas. Ok que eu adorei o final e achei justo que tudo fosse levado até aquele momento, mas poderia ter sido antes, bem antes. Mas é um livro de escrita leve que ainda sim eu recomendo muito. Só da umas raivinhas aqui e ali, uma vontade de dar uma voadora tanto na Rosie quanto no Alex, mas a gente supera. 
O livro é maravilhoso, com reflexões ótimas e recomendo muito para os fãs de romance de plantão. O filme, se não me engano, será lançado em março e enquanto não podemos assistir a história de Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) nas telinhas, está ai o trailer para deixa-los tão ansiosos quanto eu:     


sábado, 17 de janeiro de 2015

360 dias de sucesso - Thalita Rebouças

Olá, leitores!
Estou aqui nessa madrugada quente de - checa no celular - domingo (quando você está de férias perde a noção de data, relevem, queridos) para fazer uma resenha de um livro que acabei de terminar: 360 dias de sucesso da Thalita Rebouças. 


É um livro de ficção que narra a história de uma banda carioca, jovem e que estourou rapidamente pela perspectiva de Gualter, o baterista do tal grupo musical mencionado. Nos envolvemos com a história de Mari, Theo, Pedro, Gualter e Pá que eram jovens com um único desejo: fazer música. Mas o que era antes um hobby passou a ser para valer. O grupo fez um sucesso repentino. Mas tudo que vem fácil vai fácil e nesse livro acompanhamos a trajetória desses adolescentes que em questão de meses se tornaram uma revelação nacional.
Vi muitas críticas brabas sobre esse livro e não entendi o motivo do ódio. É claro que não é um livro cabeça que nos faz repensar nossos ideais e filosofias, é um livro para adolescentes e pré adolescentes. Thalita Rebouças pode não ser Dickens, Austen ou Machado de Assis, mas ela escreve livros juvenis e é muito boa no que faz. Temos que analisar um livro visando seu público alvo. É claro que uma mulher de 40 anos achará pobre, mas tenho certeza que minha prima de 10 anos vai curtir a beça. 
Já eu? Bom, tenho 13 anos e faço parte do público alvo do livro. Gostei da obra. Na verdade, fiquei grudada até a última página. É um bom passatempo. Um livro despretensioso e rápido que se lê em um piscar de olhos. Confesso que achei corrido até. Um livro objetivo, de fato. creio que seja por conta do público alvo, adolescentes e pré adolescentes que não teriam paciência de ler um livro maior ou quem sabe que enrolasse mais. Achei meio pobre, confesso. Mas estava com saudades da escrita meia doidinha da autora. 
Os personagens são muito reais. Na verdade, pude ver Theo e Pedro nos meninos da minha escola, por quais eu sou apaixonada por sinal, e o fato do livro quase se passar em meu espaço vivido, fez a leitura ficar ainda mais próxima a minha realidade. 
Para a experiência ser completa, acho que todos que lessem esse livro deviam baixar, logo depois, "Fiquei com um famoso", um ebook curtinho e sem custo que a editora disponibilizou. Eu li no iBooks. Não que tenha algo demais, é um conto de 11 páginas (mas, no caso do iPhone, 11 páginas tornaram-se 55). 
Recomendo para todos os mais jovens e aqueles que querem uma leitura rápida, despretensiosa e ideal para o verão. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Fangirl - Rainbow Rowell

Olá, leitores!
Devido a uma virose que me derrubou, finalizei hoje a primeira leitura de 2015! Fangirl da autora Rainbow Rowell (que nome fantástico!) publicado no Brasil pela Novo Século. 


Cath é uma famosa autora de fanfics sobre Simon Snow, uma série de livros, e está iniciando seu primeiro ano de faculdade junto com sua irmã gêmea Wren que acaba seguindo um caminho diferente do da protagonista. Wren é festeira, já Cath é introspectiva, vive no dormitório e ainda está um pouco apavorada com a faculdade e tudo o mais. Seu núcleo social se resume a Reagan, sua colega de quarto, Levi, o amigo de Reagan, Nick, seu parceiro de escrita e a irmã.
Comprei esse livro por causa da autora, ela está sendo super elogiada por seu sucesso com "Eleonor e Park" e o conto dela em "O presente do meu grande amor" é bem divertido e entre os livros dela já lançados o que mais me chamou atenção foi "Fangirl" devido a sinopse, estava com expectativas bem grandes, porém o livro não funcionou comigo. 
Quer dizer, a narrativa da Rainbow é bem leve e gostosa e Levi é apaixonante, mas nas 420 páginas do livro não acontece nada. A autora não trabalha nenhum dos conflitos que lançou na trama, é um livro raso. Além de fazer muitas referências desnecessárias a uma obra que não existe o que acabou quebrando o ritmo da narrativa. Confesso que pulei todos os trechos de livros do Simon Snow e da fanfic de Cath e não senti falta de nada, até porque isso foi só para encher linguiça, só pode. 
É um livro fofinho, mas ainda não consegui entender o objetivo dele, até porque não me acrescentou nada. Além do final ser super corrido e ainda deixar dúvidas como se a autora tivesse com prazo estourando para entregar a obra para a editora. 
Os únicos pontos positivos é que a autora constrói muito bem os personagens, é fofinho (inho, inho) e a diagramação é linda, mas não agrega valor nenhum (ao camarote).
Não recomendo, mas darei oportunidade aos outros títulos da autora, até porque ela tem potencial para escrever algo melhor.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O presente do meu grande amor - Stephanie Perkins

Olá, leitores!
Hoje, numa tarde de véspera de Natal, nada melhor que resenhar um livro sobre essa data tão especial e mágica. "O Presente do meu grande amor" que foi lançado pela Intrínseca com a organização da Stephanie Perkins. 


É uma antologia natalina com 12 contos de diversos autores (os comentários de cada um particularmente estão a seguir). Eu, honestamente, gostei bastante. Vale muito a pena para quem gosta de ler livros com essa temática de fim de ano. Ano passado li "Deixe a neve cair" que também achei fantástico e para esse Natal tive o prazer de ler esse livro. Sempre compro os lançamentos natalinos que as editoras apostam em todos os fins de ano, pois acho muito gostoso ler livros deste tipo nessa época (dá até pra ligar o ar condicionado e imaginar que está frio). Recomendo muito, por mais que tenha alguns contos ruins, o resultado vale a pena. 4 estrelas. 

Meias noites (Rainbow Rowell): O primeiro conto do livro não é natalino, mas se trata do ano novo. O conto é bem curtinho e se passa em anos diferentes e tem uma pegada de "Um dia". Bem legal, gostei do modo que a Rainbow escreve. 

A dama e a raposa (Kelly Link): É sobre uma menina passa os natais com a família de sua madrinha devido a sua mãe estar na cadeia. Esse conto é no mínimo esquisito. Além de deixar algumas dúvidas e ser muito clichê. Por que a mãe de Miranda foi presa? O que é Fenny afinal? Não são respondidas essas questões. A narrativa da Kelly Link (não é Kelly Key, infelizmente) é  embolada.

Anjos da neve (Matt de la Penã): O protagonista é um mexicano que mora nos EUA e como estudei na escola o ano inteiro a influência dos EUA e um desses pontos foi a pressão que o governo americano exerce sob o México pude reparar que Shy o tal mexicano mencionado anteriormente se sente inferior por sua nacionalidade. (Bom, isso é só uma curiosidade a parte) O conto é bonitinho com uma narrativa leve... Fala sobre um menino que está sem dinheiro, cuidando do gato do chefe no feriado de Natal e esta preso no prédio do dito cujo devido a uma nevasca.  

Encontre-me na estrela do norte (Jenny Han): A Jenny Han arrasa, foi um dos melhores contos. É sobre Uma menina que foi adotada pelo Papai Noel e a história se passa no Polo Norte, ou seja, demais! Estava com expectativas muito altas para esse conto e não me decepcionou! 

É um milagre de Yule, Charlie Brown (Stephanie Perkins):  Um bom conto. Nem um dos piores e nem um dos melhores, na média. Fala sobre uma garota filha de hippies que vai atrás de um vendedor de árvores de natal para usar a voz dele em suas animações para o Youtube, a história é meia incomum e esquisita, mas pode ser chamada de original também. 

Papai Noel por um dia (David Levithan): Fala sobre um menino que se fantasia de Papai Noel no natal pra a irmãzinha do namorado dele. A narrativa do David é ótima, mas a história em si é pobre. Sem criatividade. Bonitinha, mas uma das piores até agora por ser...nada. História de um menino que se fantasia de Papai Noel, grande coisa! 

Krampuslauf (Holly Black): Fala sobre um grupo de amigas que moram no subúrbio e uma delas "namora" com um mauricinho da área nobre da cidade e a história começa quando elas vêem ele com outra garota e decidem fazer uma festa de ano novo e convidar ele e a tal da garota. Gente, esse conto é um dos piores. Não tem clima natalino nenhum. A história é chata, a narrativa é cansativa... Holly decepcionou.

Que diabos você fez, Sophie Roth? (Gayle Forman): É sobre uma nova iorquina que vai cursar a faculdade no interior do país, um lugar campestre. Bem legal o conto, mas fala sobre Chanucá e eu não sou judia então eu fiquei boiando um pouquinho (só um pouco). A narrativa da Gayle é sensacional. 

Baldes de cerveja e menino Jesus (Myra McEntire): Fala sobre um garoto de má reputação que se apaixona pela filha do pastor. Eu amei esse conto, simplesmente amei. A narrativa da Myra é deliciosa e a história melhor ainda! Adorei ter um conto com uma protagonista evangélica na trama. 

Bem vindo a Christmas, Califórnia (Kiersten White): Fala sobre Maria, uma menina que mora na deprimente região censitária chamada Christmas, localizada na Califórnia. A vida da garota vira de cabeça pra baixo quando conhece o novo cozinheiro da lanchonete da mãe. Um dos melhores contos, excelente.  

Estrela de Belém (Ally Carter): Sobre uma menina que troca as passagens aéreas com uma completa desconhecida e fingi ser uma intercambista islandesa. Um dos melhores contos também, excelente! Ally Carter arrasou.

A garota que despertou o sonhador (Laini Taylor): Que conto ruim. Laini Taylor tem uma escrita arrastada, a história é esquisita e ainda por cima não tem clima natalino nenhum! Péssimo!

Só uma curiosidade, porque eu não consegui distinguir todos! Peguei essa foto no Google e não sei quem editou, mas se alguém souber comente para que eu credite, ok? 

Estamos chegando ao fim de mais um ano, muito obrigada por tudo! Natal para mim sempre foi uma data muito especial, afinal, é o aniversário de Jesus Cristo, o Messias, o Filho de Deus, Príncipe da Paz. Não importa a sua religião, querendo ou não é aniversário de alguém que mudou o mundo, que renovou nossas esperanças e isso deve ser comemorado. Aproveite esse clima natalino para perdoar, celebrar e o mais importante, permanecer com a família, ninguém merece passar a noite mais mágica do ano sozinho. Que todos vocês tenham um feliz Natal, com muita benção de Deus, amor, felicidade, união, comida gostosa e presentes também. 

"Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. (João 12:46)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Uma chance para recomeçar - Lisa Kleypas

Olá, leitores!
Hoje vou resenhar um livro que recebi da minha editora parceira (linda) Novo Conceito, "Uma chance para recomeçar" da Lisa Kleypas.

Uma Chance Para Recomeçar

Mark era um solteiro convicto morador de uma simpática ilha que, após sua sobrinha ficar órfã pela morte da irmã, assumiu a guarda da criança. O homem que outro dia estava certo de que não queria compromisso agora está disposto a fazer o papel de pai na vida da pequena Holly que não falava desde a noite do trágico acidente que levou Victoria, sua mãe. 
Maggie perdeu o marido em uma batalha contra o câncer e não está disposta a abrir o coração para mais ninguém. Acredita que sua chance de ser feliz em um relacionamento já passou e se dedica inteira e exclusivamente a sua loja de brinquedos na ilha Friday Harbor onde permite crianças a viajarem no mundo mágico da imaginação. 
Até que em um dia comum numa visita de Mark e Holly a loja de brinquedos de Maggie o rumo das duas histórias mudam. Afinal, como dizia Isabela Freitas, dois corações partidos às vezes se completam.  
É um livro adorável, mas não é meu estilo. É um romance mais adulto que eu não me interesso muito. Não indicaria para leitores mais jovens, mas para adultos esse é simplesmente um ótimo livro. Principalmente por ser muito fininho e relaxante. Eu, por exemplo, terminei em uma ida ao super mercado. Peguei para ler para ver se a leitura fluía e não parei mais. 
A história é bem fofinha e água com açúcar (daquelas que precisamos às vezes para desestressar).
A narrativa é envolvente e deliciosa, assim como os personagens. Tem duas mortes na história, mas não a faz ficar pesada, essas perdas só servem para entrelaçar o destino dos personagens, não para ser um fardo na trama. 
O livro se passa praticamente no final do ano, mas achei muita forçação de barra o título original do livro ser "Christmas Eve at Friday Harbor" o que significa em português "Véspera de Natal na Friday Harbor", na edição brasileira mudaram, mas colocaram uma capa totalmente referente ao Natal. É claro que é marketing para vender nesse final de ano, mas na trama tem quatro (!!!) páginas passadas nesse feriado.
Eu gostei da diagramação brasileira por mais que tenha uma pessoa na capa o que eu geralmente não gosto representou bem a Holly, a outra parte ficou parecendo embalagem de Panettone meio cafona, porém achei o conjunto bonitinho por mais que goste mais da capa original. 
  

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Lola e o garoto da casa ao lado - Stephanie Perkins

Olá, leitores!
Hoje vou falar sobre Anna e o beijo francês 2 - O retorno de Anna beijoqueira Lola e o garoto da casa ao lado da maravilhosa Stephanie Perkins publicado no Brasil pela Novo Conceito. ❤️



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Bela Distração - Jamie McGuire

Olá, leitores!
A resenha de hoje é sobre Bela Distração lançado pela Verus da autora Jamie McGuire. É o volume 1 da série Irmãos Maddox que é um spin-off de outro livro da autora, Belo Desastre, e vai focar nos irmãos do Travis.

Bela Distração

O livro conta a história de Cami, uma garota independente e madura que teve uma vida muito difícil por conta de problemas familiares. Ela está cursando a universidade e é bartender no The Red Door, o point dos universitários na trama. Após um encontro inesperado com Treton Maddox sua vida vira de cabeça para baixo. 
Trenton era o rei da universidade, mas após um trágico acidente vai morar com o pai e trabalhar num estúdio de tatuagem devido a culpa. Quando pensa que sua vida está voltando ao normal, ele nota Cami sozinha em uma mesa no Red Door. A partir dai, a relação deles vai tomando uma proporção incontrolável e quando Cami se dá conta está apaixonada por Trenton e isso é sinônimo de problema.
Eu gostei do livro, por mais que seja mais fraco que Belo Desastre, isso só ocorre porque não é tão bem explorado, pois a história tem um potencial absurdo. 
Começando pelos personagens. Cami é uma personagem intensa, dona de si, madura e sabe o que quer, diferentemente da Abby que ainda tem muito o que amadurecer. Já Trenton, acho que por ser mais velho, não é tão barraqueiro quanto o Travis. É mais na linha diferentemente de seu irmão fora da casinha e descontrolado, Trenton sabe os momentos que precisa dar um soco na cara de alguém e mesmo assim se arrepende por essas atitudes impulsivas. Talvez porque Cami repudie esse comportamento diferentemente de Abby que em momentos de Belo Desastre estimula Travis a bater nos outros. (?). 
A narrativa de Jamie é ótima, te faz não querer parar de ler o livro, a única coisa que me irrita é o uso dos palavrões como até reclamei no Twitter. Para que falar "Odeio pra caralho esse apelido" podendo falar "Odeio esse apelido", odiar já é um verbo forte e todos já sabem o quanto os Maddox são machões. O pior é que nem são só os Maddox, todo mundo fala palavão de uma maneira bizarra! Entre 10 palavras 13 são palavrões. Eu sou adolescente, gente, não me levem a mal, lido com outros adolescentes todo dia, isso é "natural", mas isso em um livro beira a pobreza de vocabulário, pode também ser culpa da tradução, mas o que importa é que isso me incomodou (muito!!!). 
A história em si fluiu bem, os romances da Jamie são divertidos, mas ela tentou entrelaçar a história de Belo Desastre a trama, pois são passados na mesma época e não funcionou, achei forçado. 
E, para finalizar, o "mistério". No início do livro já dá pra juntar 2+2 e descobrir. Fiquei o livro todo achando que não era possível a autora carregar esse mistério fajuto até o final e ela carregou. 
Por essas e outras, dei quatro estrelas para o livro, mas pra quem gostou de Belo Desastre vale muito a pena ler esse livro. Estou ansiosa para os próximos volumes e espero que sejam se não tão bons, melhores que os já lançados. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Boston Boys - Giulia Paim

Olá, leitores!
A resenha de hoje é de Boston Boys da autora brasileira Giulia Paim, no qual eu achava que era originalmente uma fanfic, mas não se enganem, pois não era!


O livro conta a história de Ronnie Adams, uma americana comum que acaba de descobrir que a mãe de analista de sistemas  tornou-se a produtora de astros adolescentes nos quais a garota não suporta. E como no fundo do poço sempre há um buraco, um deles, após uma mudança no local do estúdio onde gravam a série de tv mais irritante de todos os tempos, de acordo com Ronnie, vai morar com ela e com sua família. 
Ok, até ai, a garota pode fazer amizade com ele, não é mesmo? Vai que ele não é um idiota completo como mostram na mídia? Errado. Mason é insuportável (e é sim um idiota completo como mostram na mídia) ou pelo menos essas foram as primeiras impressões de Ronnie...
Confesso que com esse livro percebi que evolui como leitora, afinal, é um livro divertido, me prendeu de uma maneira absurda, a narrativa é super gostosa e anseio o segundo volume, mas como uma resenhista crítica não posso deixar falhas na obra passarem despercebidas. Como o fato da mãe delas ter mudado radicalmente de emprego. Ficou forçado, porque ninguém vira do nada produtora de mega astros adolescentes, não é assim que funciona, deixou a trama parecendo amadora e a história mal construída. Li uma entrevista com a autora em um site qualquer e ela explica que teve a ideia exatamente porque sua genitora decidiu mudar de profissão e produzir umas meninas, mas é muito diferente começar a produzir uma banda iniciante que mega astros adolescentes no auge do sucesso sendo que ela nem sequer trabalhava no ramo ou morava na mesma cidade que ficava o antigo estúdio dos meninos. E fazer tudo isso sem comunicar a família (?) e uma celebridade vir morar com elas sendo que as filhas foram avisadas horas antes (?). 
Além do mundo hollywoodiano não ser do jeito que foi retratato. As celebridades (ainda mais quando estão filmando a temporada de uma série de tv)  respiram set de filmagens e quando não estão gravando estão fazendo photoshoots, indo a premieres, etc... Simplesmente não tem tempo pra o que os Boston Boys fazem no livro. São ocupadíssimos e míseros segundos de folga são lucro. Você deve estar pensando como eu posso saber essas coisas, todo meu conhecimento sobre o meio artístico norte-americano vem graças a "Segredos de minha vida em Hollywood", uma série escrita por quem realmente tem experiência no ramo. 
Os nomes americanos para uma autora brasileira que muitos estão reclamando por incrível que pareça não me incomodaram, já que não dava pra personagem se chamar Maria José sendo estadunidense, né? 
Apesar dos apesares (isso existe?) gostei muito do livro. O meu lado fangirl quer ignorar tudo isso e dar cinco estrelas pro livro. O romance é sensacional e a trama descartando essas falhas também. Recomendo a lerem mesmo com esses furos, pois é realmente uma companhia muito divertida.