Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevistas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Pausa para um café com Marina Carvalho


Olá, leitores!
Para animar essa sexta-feira 13, estou aqui para a tão esperada entrevista com Marina Carvalho, autora de "Simplesmente Ana" e "Ela é uma fera!", disponível em versão e-book.  Ela é uma pessoa muito meiga e fofa, mas infelizmente não tive a oportunidade de conhecê-la quando esteve no Rio de Janeiro.


1° Você pretende fazer uma continuação de "Simplesmente Ana"?
Já estou escrevendo a sequência! Espero terminá-la até final de novembro.

2° Como está sendo trabalhar com o formato e-book em "Ela é uma fera"?
Está sendo uma surpresa muito agradável, um verdadeiro tapa de luvas em alguém que sempre duvidou que o formato digital emplacaria. Não que eu goste mais de ler e-books, mas eles são uma alternativa viável e até mesmo prazerosa para quem gosta de ler.

3° Como você começou a escrever?
Escrevo desde pequena. Sempre senti prazer em colocar no papel o que meu cérebro imagina. Costumo dizer que minha mente é muito hiperativa (risos). Acredito que meu amor pelos livros tenha contribuído muito para que eu passasse a escrever também.

4° Perla foi inspirada em que cidade?  
Em nenhuma, eu acho (risos). Ela é o resultado de minha imaginação e do desejo que as cidades sejam como ela é, só que na vida real.

5° Em relação a editora, foi difícil arranjar uma que publicasse seu livro?
Por mais incrível que pareça, não. A editora Novo Conceito foi uma das primeiras da minha lista e o retorno positivo dela chegou em um mês.

6° Qual dica você daria para quem deseja virar um escritor? 
Antes de se aventurar no mercado literário, a pessoa precisa ter segurança sobre o que escreve. Para isso, é preciso fazer da escrita um ofício. Ser escritor é mais do que a realização de um sonho. Trata-se de uma profissão, e como todas as demais, é necessário dar o seu melhor, escrevendo, escrevendo e escrevendo, aperfeiçoando as técnicas de escrita, sem deixar de observar a linguagem utilizada, a coesão textual e as regras gramaticas.

7° Quais são seus escritores prediletos e o que tem lido ultimamente? 
Gosto de tantos autores que costumo deixar um ou outro de fora quando listo os favoritos (risos). Vou tentar não me esquecer de ninguém:
1.       Clássicos: Érico Veríssimo, Jane Austen, Carlos Drummond de Andrade, José de Alencar, as irmãs Brontë.
2.       Contemporâneos: Fernando Sabino, Luís Fernando Veríssimo, Paula Pimenta, Carol Sabar, Meg Cabot, Sophie Kinsella.
Tenho lido histórias para jovens adultos, até porque este é o meu gênero enquanto escritora.

8° Qual é a melhor parte de sua profissão? 
Com certeza é receber o aval do público. É ler mensagens e resenhas em que as pessoas elogiam sua forma de escrever, comparam sua escrita com a de autores consagrados. Esse apoio não tem preço e eu tenho sido muito feliz desde que “Simplesmente Ana” foi lançado.

9° Será que o Alex quer mandar um recadinho para os leitores do blog? (Diz que sim, diz que sim *torcida*)
Claro!! Vou chamá-lo pelo Skype (risos):
Boa noite, leitores do blog Diário Digital da Duda!
Não sou muito bom na escrita, ainda mais em Português, mas quero aproveitar que a Marina me chamou aí do Brasil para mandar um beijão para todo mundo e dizer que devo aterrissar no Rio de Janeiro na semana que vem para assistir ao show do Bom Jovi com a Ana, não que eu goste muito dos caras, mas ela é fã número 1. Aí, já viram, né? A gente se vê no Rock in Rio!!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Pausa para um café com Tammy Luciano


Olá, amores! 
Faz tempo que não trago uma entrevista à vocês, néh? Perdão! Mas hoje, vou quitar esta dívida! Pois teremos uma entrevista com uma D-I-V-A, uma mulher totalmente gentil, divertida e amiga de todas as horas! Entrevista com Tammy Luciano! 



1° Como você começou a escrever?

Quando era criança brincava de escolinha com as amigas e nesse época me apaixonei por livros. Na adolescência comecei a escrever poemas, textos nas minhas agendas e não parei mais. Eu estava começando a trabalhar em teatro e também passei a escrever peças de teatro que foram fundamentais no aprendizado da escrita de ficção. Me formei em Artes Cênicas e Jornalismo, é bom saber que minha carreira de atriz acabou se misturando com minha escrita. Hoje além de escrever todo dia, atuo com meu grupo de teatro, escrevo peças para eles, viajo pelo Brasil todo com meus livros. Estou amando divulgar meus livros em cidades brasileiras e poder agradecer pessoalmente os leitores. Quando comecei a escrever não tinha ideia que seria tão bom!

2° Em relação a editora, foi difícil arranjar uma que publicasse seu livro? 

Eu nunca pensei em ser escritora de livro. Eu escrevia há dez anos, quando publiquei na internet uma crônica falando da morte da modelo Fernanda Vogel (em 2001). A mãe dela leu, adorou e surgiu o convite para o livro. Foi uma surpresa. Fiquei um ano e meio pesquisando e escrevendo o livro. Só depois da publicação, comecei a pensar que queria seguir a carreira. No primeiro livro, recebi sim da editora em uma semana, mas também recebi nãos. Eu fiquei nove anos na editora 7Letras antes do meu agente Bruno Borges encaminhar Garota Replay para a Novo Conceito e ele ser aprovado no Selo Novo Conceito Jovem (que agora se chama Novas Páginas). Não foi difícil, mas também não foi fácil, porque o meio literário precisa muita dedicação. Muita! Se algum leitor do Blog sonha em ser escritor, não desista, seja forte, capriche no seu texto, revise bastante, busca editoras que publicam livros no mesmo estilo que o seu e muito sucesso!

3° E a história foi imaginada antes ou surgiu a ideia ao decorrer da escrita? 

Eu começo a escrever pela personagem. É o sentimento de uma garota que me move a contar sua história. Gosto demais das personagens femininas, adoro as garotas em crise, com defeitos, no auge de suas crises, afinal essas meninas existem na vida real. Eu vejo meninas que namoram canalhas, são traídas, não conseguem terminar e sofrem muito por amor. Esses temas me atraem. Olho meninas que são inseguras, se julgam e gosto de imaginar que posso ajudá-las a terem uma vida mais feliz, trazendo reflexões com a minha literatura. Agora os detalhes do livro vão nascendo enquanto você escreve. É delicioso descobrir que a personagem tem vida através do seu pensamento.

4° Você inspirou algum personagem de seu livro?

As personagens passam a ter vida na minha vida depois que o livro é publicado. Nenhuma das minhas protagonistas se parece comigo, mas muitas vezes eu me coloco no lugar delas para imaginar o tamanho de suas dores. Também coloco as histórias que escuto, minhas amigas me contam suas histórias e acabam parando nos meus livros. Garota Replay começou comigo, um dia eu saí e vi uma garota com o cabelo parecido com o meu, aí surgiu a ideia, mas todo o resto na vida da Thizi é ficção. O Tito, que as garotas amam em Garota Replay, foi baseado no cara do bem que eu desejo para cada uma das leitores. Ele é maravilhoso, um cara super coerente, bacana, determinado, verdadeiro e o melhor é fiel.

5° Qual dica você daria para quem deseja virar um escritor? 

É preciso batalhar bastante e não desistir. Vale também estudar bastante o português, para quando a chance aparecer, você estar pronto. Ser escritor não é fácil, vejo muita gente desistindo da carreira, porque realmente é difícil. Existe muita espera, muita busca e é preciso muita paciência. E também precisa humildade para se avaliar, saber se você está realmente pronto. Muita gente manda livro para a editora com muito erro de português, história sem estrutura e isso acaba atrapalhando conseguir uma oportunidade. Paciência também é muito importante, porque a fama com livros demora. Eu só me sinto um pouco mais conhecida agora com o quarto livro e com certeza muita gente ainda não sabe que eu existo. Confesso que não fico muito preocupada com fama. Outras coisas tomam meu pensamento, como buscar ser ainda melhor na minha escrita, trabalhar com dedicação para os leitores que curtem meu trabalho e batalhar para a literatura nacional ser ainda mais conhecida... A fama é consequência disso tudo.


6° Quais são seus escritores prediletos e o que tem lido ultimamente? 

Tenho lido muitos autores nacionais, aliás nos últimos tempos eu comprei vários livros brasileiros. Tô com Amigas Imperfeitas da Leila Rego, Malas Memórias e Marshmallows da Fernanda França, Três Céus do Enderson Rafael, As Mais da Patrícia Barboza, Ser Clara da Janaína Rico, Perdida da Carina Rissi, O inverno das fadas da Carolina Munhóz... Também quero indicar meus colegas na Novo Conceito: O Sonho de Eva do Chico Anes, Do seu Lado da Fernanda Saads, A filha da minha mãe e eu da Maria Fernanda Guerreiro e O Preço de uma Lição do Federico Devito e Gutti Mendonça. Nossa, tem vários outros autores que se deixar a entrevista não termina nunca. Na Bienal, ganhei cinco livros de autores brasileiros que me presentearam com livros no estande da Novo Conceito: Se estiver ovulando, não vá ao shopping do Pedro Camargo, Ebulições da Cristiana Passinato, Ainda não te disse nada do Mauricio Gomyde, Outono de Sonhos da Adriana Brazil e Entre Amores Cruzados, de Vanessa de Cássia. Honestamente acho que os leitores que ainda não descobrindo a literatura nacional estão perdendo uma chance maravilhosa de curtir histórias ótimas. Mas estamos mudando isso e eu sou realmente dedicada a divulgar outros autores. Não somos concorrentes, somos parceiros em uma batalha do bem! Estamos positivamente juntos para mudar o hábito da leitura dos brasileiros.

7° Qual é a melhor parte de ser autora? 

A sensação de liberdade que é escrever e o carinho dos leitores. É bom demais saber que não estou mais nisso sozinha. Fico muito emocionada de receber retorno das pessoas, saber que a pessoa foi na livraria para comprar meu livro, receber recados todo dia de pessoas emocionadas com algo que escrevo. Tenho orgulho de ter fãs com um trabalho tão positivo como ser escritora. Além dos livros, eu vivo outras alegrias como leitores que adoram o Crônica Falada que gravo no meu Canal (www.youtube.com/tammyluciano) São textos que crio para ajudar minhas leitoras a serem ainda mais felizes e o retorno recebido é mágico. Tem também o meu Projeto Social, no qual tenho um grupo de teatro patrocinado pela LAMSA (Linha Amarela). Escrevi uma peça para o grupo e eles amaram. Fico feliz de poder contagiar as pessoas com o amor que tenho pela escrita e pela vida.


8° Um recadinho para os leitores do blog. 

Eu quero agradecer as pessoas com muitos obrigadas. Eu demorei muitos anos para conseguir o meu espaço, lutei muito, mas nada teria sentido se não fossem os meus leitores que fazem tudo valer a pena. A carreira do escritor é de muita dedicação, mas o apoio das pessoas faz valer cada passo. Muito sucesso para o Blog e que delícia imaginar que pessoas que amam os livros estarão lendo essa entrevista. Duda, linda, eu quero agradecer o seu carinho, você é uma garota que eu adorei conhecer e espero encontrar em muitos eventos. Sucesso nas leituras e na divulgação dos livros porque você faz isso muito bem aqui no Blog! Vamos ler que o Brasil precisa de muito mais leitores. Sejam sempre felizes! Beijinhos.

domingo, 1 de julho de 2012

Pausa para um café com Graciela Mayrink

Olá leitores, 
Estou sumidinha, né? Mas para começar Julho com o pé direto, que tal uma entrevista só para divertir?  A convidada de hoje é a autora parceira, Graciela Mayrink!







1° Como você começou a escrever?

Sempre escrevi, desde pequena. Quando era criança, criava livrinhos e revistas com minha irmã. Depois, na adolescência, comecei a criar versinhos e pequenas histórias, até passar para longos romances. Escrever de forma profissional comecei em 2008, quando decidi publicar um livro, após muita insistência e incentivo da minha irmã.

2° Em relação a editora, foi difícil arranjar uma que publicasse seu livro?
Foi sim porque as editoras não dão espaço para autores iniciantes, existe ainda o medo de arriscar em publicar uma pessoa desconhecida. Esperei 2 anos para ter meu livro publicado e mesmo assim não consegui uma editora boa. Agora estou negociando com outras melhores para relançar Até Eu Te Encontrar e publicar meu segunda livro. Espero conseguir um contrato em breve.

3° E a história foi imaginada antes ou surgiu a ideia ao decorrer da escrita?
Foi imaginada antes. Não consigo começar a escrever uma história sem saber o que vai acontecer até o final. Só quando tenho o desenvolvimento e o final definidos é que começo a colocá-la no papel. Claro que ao longo da escrita, algumas coisas vão aparecendo, mas eu preciso saber como ela vai terminar para poder encaminhar tudo nessa direção.

4° Você inspirou algum personagem de seu livro?
Não, não me baseei em mim mesma para criar personagem algum do livro. Não me coloco nos personagens, tento pensar neles como pessoas distintas, que existem de verdade e possuem seus defeitos e qualidades e são diferentes de mim.

5° Qual dica você daria para quem deseja virar um escritor?
Que realmente seja isso que você quer. As pessoas costumam pensar no escritor como uma pessoa que vive uma vida de glamour, suceso, e não é bem assim. Você rala bastante, espera muito e bate demais a cabeça. Escuta muitos nãos, fica frustrado, pensa em largar tudo, mas segue adiante. É algo que tem que querer muito porque o retorno financeiro demora bastante.

6° Quais são seus escritores prediletos e o que tem lido ultimamente?
Eu amo Anne Rice, Fernando Sabino, Bernard Cornwell, John Grisham, Nick Hornby, Luis Fernando Verissimo e Nicolas Sparks. No momento estou lendo Dexter no Escuro, do Jeff Lindsay, A Mulher do Vizinho, do Fernando Sabino, um livro de contos e crônicas muito bom, e Soldados Cidadãos, do Stephen Ambrose, sobre a Segunda Guerra Mundial.

7° Qual é a melhor parte de ser autora?
A melhor parte é o retorno dos leitores, sem dúvidas. Uma pessoa que leu seu livro e te escreve para falar que amou, que ele se tornou um dos preferidos dela, isso não tem preço. É o que me ajuda a seguir adiante, o que me incentiva, saber que algumas pessoas realmente gostaram do meu livro e estão ansiosas pelo lançamento do segundo.

8° Um recadinho para os leitores do blog.
Espero que quem tenha a chance de ler Até Eu Te Encontrar goste da leitura e indique o livro para os amigos. E, claro, me escreva falando o que achou!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pausa para um café com Leila Rego

Olá leitores,
Estou aqui hoje para bater um papo super descontraído com uma autora muito simpática, Leila Rego! Para quem não sabe, ela é autora dos livros da série Pobre não tem sorte, cuja o volume 1 já foi resenhado por mim  aqui no DDD.


1° Como você começou a escrever?

Olá. É um prazer estar aqui no blog para falar um pouco da minha trajetória como escritora.Como comecei a escrever? Bem, comecei a escrever há uns 06 anos atrás para sair um pouco da rotina cansativa que vivia em São Paulo. Escrevia pequenas histórias, contos infantis para meu filho, mas como forma de relaxamento. Era uma terapia para mim. Um dia percebi que eu realmente gostava daquilo e comecei a levar o então “hobby” mais a sério. Quando tive a Luiza, minha segunda filha, decidi que pararia de trabalhar para me dedicar somente aos livros. E hoje eu sei que fiz a escolha certa. Sou muito feliz com minha profissão.

2° Em relação a editora, foi difícil arranjar uma que publicasse seu livro?
A série Pobre Não Tem Sorte foi lançada de forma independente. A primeira edição do livro Pobre Não Tem Sorte eu lancei mais para ver no que daria. Como deu “supercerto” resolvi apostar. Revisamos a primeira edição; nova capa, revisão gramatical profissional, diagramação etc. Também, lancei o segundo livro, Pobre Não Tem Sorte 2 – alguma coisa acontece no meu coração.Já o meu terceiro livro, vai ser publicado pela editora Gutenberg na Bienal de São Paulo agora em julho de 2012. 

3° E a história foi imaginada antes ou surgiu a ideia ao decorrer da escrita?
A personagem principal, Mariana, é uma patricinha fútil, mas com um bom coração. Observando as pessoas com o mesmo perfil da personagem, percebi o quanto elas dão valor a marcas, status e condição financeira. E esse fato sempre me incomodou de alguma forma. Sei que a culpa é desse mundo capitalista de hoje que nos “escraviza” desde cedo. Afinal, antes de sermos leais, honestos, bons e educados somos levados a acreditar que precisamos ser lindos, magros e descolados. Cansada dessa realidade, achei que seria bacana falar desse assunto e levar as pessoas a refletir. Foi assim que nasceu o enredo para a série.

4° Você inspirou algum personagem de seu livro? 
Mariana, é uma mistura de muita gente que conheci, convivi ou vi ao longo dos anos. Não me baseei em ninguém especificamente. Os demais personagens têm pitadas de muita gente também. Mas ninguém foi inspirado em uma única pessoa.

5° Qual dica você daria para quem deseja virar um escritor?
Tudo que fazemos tem que ser feito com amor. E também tem que te dar alegria e prazer. Caso contrário, pode apostar de que estará no caminho errado. Para ser escritor é preciso criatividade, gostar de ler, de ficar sozinho, de pesquisar... Se você se encaixa nessas característica é só seguir em frente.

6° Quais são seus escritores prediletos e o que tem lido ultimamente?
Gosto das autoras que escrevem chick-lits. Comecei lendo Sophie Kinsella e Marian Keyes. Hoje leio todos os chick-lits que são lançados. Inclusive os nacionais.Se eu disser que Marian e Sophie não me influenciam eu estarei mentindo. Adoro o estilo delas e procuro seguir o mesmo caminho, obviamente dando o meu toque característico. Acho que fica uma combinação interessante! 

7° Qual é a melhor parte de ser autora?
Eu adoro todas as partes (risos). Desde o desenvolvimento do enredo, as pesquisas, os lançamentos, as devolutivas dos leitores... Como disse acima, hoje eu sou muito feliz com o que faço e me sinto realizada profissionalmente.

8° Um recadinho para os leitores do blog.
Obrigada sempre por lerem meus livros. Escrever e perceber o bem que trago aos outros é uma realização maravilhosa. Continuem apoiando os autores nacionais e me enviando notícias ao acabar de ler minhas obras. Gosto muito de “escutar” o que vocês dizem. Um beijo no coração!E muito obrigada pela oportunidade de estar aqui no blog falando do meu trabalho. Desejo sucesso e muitos livros em suas vidas!
Beijos,
Leila Rego
www.leilarego.com.br
                                

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pausa para um café com Carol Sabar

Olá leitores,
Hoje estou muito feliz, eu consegui uma entrevista exclusiva para o DDD com a Carol Sabar!!! Demorou, mandei vários e-mails, mas com muita simpatia, Carol e a assessora de imprensa da editora, Mayara, me responderam e, enfim, aqui estou!!! 
Leia também a resenha que fiz do livro de Carol, Como (quase) namorei Robert Pattinson 




1° Como você começou a escrever? 
Sempre gostei de ler. Quando criança, eu era rata de biblioteca, lia Pedro Bandeira, um atrás do outro. Depois, claro, foi a febre do Harry Potter e a do Crepúsculo, mais tarde. Quando me formei em engenharia e passei a ter as noites livres, comecei a escrever com frequência, um texto aqui, outro ali, todos os dias. Meu objetivo era me expressar, relaxar, esquecer um pouco o mundo à minha volta. De repente uma boa ideia surgiu, eu me apaixonei pela história e me dediquei a contá-la da melhor maneira possível. 

2° Em relação a editora, foi difícil arranjar uma que publicasse seu livro? A Editora Jangada se interessou pelo livro muito rapidamente. Foi uma empatia quase instantânea. 

3° E a história foi imaginada antes ou surgiu a ideia ao decorrer da escrita?
A primeira ideia, que hoje é a cena de abertura do livro, surgiu de repente. Comecei a escrever sem maiores preocupações, deixando a imaginação me guiar. Mas quando cheguei ao fim do primeiro capítulo e vi que a história daria muito pano para manga, eu me organizei e tentei imaginar o final. Precisava saber exatamente onde queria chegar antes de traçar planos concretos, antes de me preocupar com os detalhes das cenas, dos diálogos, que se desenvolveram ao longo do processo de escrita.

4° Você inspirou algum personagem de seu livro? 
A Duda é inspirada em todas as fãs da saga Crepúsculo. Garotas românticas, sonhadoras, às vezes impulsivas, todas à procura do vampiro encantado das suas vidas, já que o príncipe no cavalo branco anda tão fora de moda.


5° Qual dica você daria para quem deseja virar um escritor? 
A dica que eu dou é: escreva muito, leia muito. Não existe mágica!
Não existe escritor que não goste de ler. Ler, aliás, vem antes de qualquer outra coisa. Antes mesmo de escrever.
Em minha opinião, escrever é uma questão de amor, sim, mas principalmente de prática. Quanto mais se faz, melhor se faz.  E o mais importante: só apresente seu original para uma editora se você estiver 100% seguro de que deu o melhor de si, de que não vai se arrepender ao ver seu livro (mal acabado) publicado, rodando de mão em mão por aí. A pressa é inimiga da perfeição. A pressa de publicar então...

6° Quais são seus escritores prediletos e o que tem lido ultimamente? 
J.K. Rowling, Stephenie Meyer, Luis Fernando Veríssimo, Pedro Bandeira, Claudia Tajes, Meg Cabot, Sophie Kinsella, Paula Pimenta.
Tenho lido muitos livros para jovens adultos, especialmente em estilo chick-lit. 

7° Qual é a melhor parte de ser autora? 
Na pele de uma personagem, eu me sinto livre, faço o que quiser! Posso viajar para outro país e voltar para casa em meio segundo. Posso chorar, amar, sorrir e até matar (não que eu tenha motivos para matar alguém, não que eu queira matar alguém, que fique aqui documentado!). Enfim. A melhor parte de ser autora é viver muitas vidas. E, claro, o contato com o leitor. É o que me dá ânimo para continuar escrevendo, escrevendo, escrevendo...




sábado, 11 de fevereiro de 2012

Pausa para um café com Patrícia Barboza

Olá leitores,
A entrevista de hoje será com a Patrícia Barboza, uma autora que visitou e foi palestrante no meu curso. A empatia foi quase instantânea! Tanto que decidi entrevista-la para o DDD! Vamos lá? 




1° Como você começou a escrever?
Eu comecei a escrever muito cedo, mas levava na brincadeira. Inventava histórias, contos, crônicas e somente os meus amigos liam. Mas aí resolvi no ano 2000 transformar a brincadeira em um trabalho sério e foi a melhor coisa que eu fiz! Adoro escrever, especialmente para crianças e adolescentes.



2° Em relação a editora, foi difícil arranjar uma que publicasse seu primeiro livro?

Foi difícil sim. Infelizmente, muitos autores passam por essa dificuldade. Meu primeiro livro se chama "Os quinze anos de Carol" e fiquei quase dois anos tentando conseguir uma editora. Aí eu tive uma ideia de criar um site, tipo uma novela virtual. Nele, colocava um capítulo do livro a cada 15 dias e um monte de gente do Brasil inteiro começou a acessar e enviar e-mails. Como eu consegui provar através da internet que o meu livro era legal, uma editora se interessou e publiquei em maio de 2002.

3° E as histórias, foram imaginadas ou surgiram ao decorrer da escrita?

Quando um escritor começa um livro, ele tem uma ideia geral do que vai acontecer. Pelo menos, comigo é assim. Mas, conforme a gente vai escrevendo, outras ideias surgem e a até nos surpreendemos. É como se as personagens nos contassem a história delas, é muito legal! Eu tenho 5 livros publicados e mais um será lançado agora em março de 2012. O livro se chama AS MAIS. MAIS é a sigla da amizade da Mari, Aninha, Ingrid e Susana e elas contam suas aventuras durante o último ano do ensino fundamental. A primeira personagem que eu criei foi a Mari, mas as amigas foram crescendo na história e vi que eu poderia criar uma história para cada uma.

4° Você inspirou algum personagem de seus livros?

Algumas coisas que acontecem comigo ou coisas que eu vejo, empresto para as minhas personagens. Mas não quer dizer que eu sou alguma delas, não. Por exemplo, andei no shopping e se vi algo bem diferente, engraçado, eu empresto essa cena para alguma personagem minha.

5° Qual dica você daria para quem quer virar um escritor?

Para escrever bem tem que ler bastante! E treinar, sem medo de errar. Escrever em agendas, diários, é um bom treino. E não ter vergonha... quando escrever um conto, por exemplo, mostrar para a professora de português. Ela vai dar dicas muito legais de narrativa, corrigir erros, apontar onde você foi legal e onde pode melhorar.

6° Quais são seus escritores prediletos e o que tem lido ultimamente?

Eu gosto muito do Pedro Bandeira! Em novembro tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e foi uma alegria enorme! Falar sobre o livro "A marca de uma lágrima" diretamente com ele foi emocionante. Também gosto de Monteiro Lobato. Curto também autoras internacionais como a Marian Keyes e Meg Cabot. Ultimamente tenho lido os livros da Marian.

7° Qual a melhor parte de ser autora?

A melhor parte? Nossa, difícil definir... são várias as partes legais: escrever o livro, ver ele nascendo e ganhando ilustrações. Dar palestras nas escolas, conversar com os leitores... participar de feiras e bienais do livro... viajar. São muitas as partes boas, não consegui eleger a melhor delas. Para finalizar, muito obrigada pela entrevista, adorei participar! Quando visitei o seu colégio foi com muita alegria! Deixo aqui o meu site para que outros leitores façam contato comigo e acompanhem o lançamento do meu novo livro: www.patriciabarboza.com Beijos!!!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pausa para um café com Paula Pimenta

Olá leitores,
Vocês não vão acreditar, eu consegui uma entrevista exclusiva com Paula Pimenta! Eu nunca tinha trazido nenhuma entrevista para vocês, mas surgiu a ideia, porque não peço para a Paula, ela é tão simpática e tem livros tão bons (Fazendo Meu Filme e Minha Vida Fora de Série)? Com muito carinho e atenção ela atendeu o pedido do nosso blog. 



1° Como você começou a escrever?
Eu sempre gostei de Português no colégio, adorava fazer redações… Na época do vestibular, resolvi fazer Jornalismo, para profissionalizar esse amor pela escrita. Mas logo no começo do curso, eu me decepcionei. Descobri que eu não queria relatar os fatos imparcialmente e, sim, colocar emoção nas linhas. Os meus professores, ao lerem as minhas matérias jornalísticas, perguntavam se eram crônicas. Foi quando eu descobri que era aquilo que eu queria, me colocar dentro da história, opinar, criar. E, por isso, acabei transferindo de curso, para poder ser mais criativa. Me formei em Publicidade e Propaganda. Mas foi com “Fazendo meu filme” que eu realmente descobri que o que eu mais gosto de escrever são romances.
2° Em relação a editora, foi difícil arranjar uma que publicasse seu primeiro livro (creio que não, são tão bons)?
Foi um pouco difícil, sim. As editoras têm uma certa resistência quanto a publicar livros de autores iniciantes, pois para elas é bem mais garantido traduzir um livro que já tenha sido sucesso no exterior do que apostar em um escritor que ainda não é garantia de boas vendas. Nas duas primeiras editoras que eu fui, nem quiseram ler o meu livro. O dono de uma delas chegou a me falar inclusive que “adolescentes não leem livros grossos”! Na época não tinha Crepúsculo ainda, mas tive vontade de perguntar se ele nunca tinha ouvido falar de Harry Potter, pois o sexto volume da série tinha acabado de ser lançado e tinha o dobro do tamanho do meu livro! Na terceira, a dona de lá no começo também não ficou muito interessada, mas quando eu contei do que se tratava o livro (uma garota que resolve fazer intercâmbio, mas que se apaixona no meio do processo de ida), ela resolveu que iria ler. Leu, gostou e publicou (ainda que dois anos depois, pois havia um cronograma de publicações que precisava ser respeitado).
3° E a história foi imaginada antes ou surgiu a ideia ao decorrer da escrita?
Em Fazendo meu filme eu me inspirei em algumas partes da minha própria vida. Mas aos poucos a história foi tomando outro rumo e foi se transformando na vida da Fani.
4° Você imaginava que seu livro faria tanto sucesso, a ponto de chegar a 50.000 cópias vendidas?
Não esperava de jeito nenhum. Quando “Fazendo meu filme 1” foi lançado, eu nem de longe imaginava que ele passaria da 1ª edição. Fiquei até meio triste um dia depois do lançamento, pensei que meu sonho (de ter publicado um romance) terminaria ali. Quando comecei a receber e-mails de leitores que eu nem conhecia, elogiando e pedindo a continuação, eu fiquei muito feliz, saí mostrando pra todo mundo, imprimi, guardei… Aos poucos os e-mails começaram a ser uma realidade diária e eu percebi que realmente o livro estava se popularizando. Agora já estamos na 8ª edição de “Fazendo meu filme 1”, mais de 50 mil livros vendidos, mas ainda hoje eu me alegro com cada elogio, cada e-mail, cada scrap, cada recadinho no twitter… E – como no primeiro livro – ainda fico ansiosa antes do lançamento dos livros novos, com medo de que as pessoas não gostem…
5° Você inspirou algum personagem dos seus livros?
Nenhum dos personagens foi inspirado em alguém por completo, porém todos têm características de pessoas que eu conheço. Aos 16 anos eu tinha uma amiga, por exemplo, que era louca por um menino que não estava nem aí pra ela, mas mesmo assim ela não o esquecia, e daí eu tirei a inspiração para a Natália. Outra amiga sempre percebia o que estava acontecendo antes, vivia dizendo como todo mundo deveria agir, e a Gabi é um pouco inspirada nela. A mania do Leo de gravar músicas eu tirei do meu próprio melhor amigo de adolescência. A Fani se parece um pouquinho comigo, especialmente na timidez, no jeito sonhador, na introversão… E por aí vai. Nenhum deles é uma pessoa especifica, mas todos possuem fragmentos de alguém.
6° Qual dica você daria para quem deseja virar um escritor?
Em primeiro lugar, acho que é importante ler muito. Geralmente, quem gosta de ler e tem esse hábito, escreve bem. Devemos também escrever sobre o que gostamos, pois quando escrevemos com paixão, os leitores sentem isso. Escrever sobre o que realmente conhecemos é importante também. Ao escolher um tema, certifique-se que você domina o assunto, para não se perder no meio da história. Depois que o livro estiver pronto, é preciso muita paciência e força de vontade pra procurar uma editora. Acho que esses são os passos fundamentais para quem quer escrever e publicar um livro.
7° Quais são seus escritores prediletos e o que tem lido ultimamente?
Minhas escritoras preferidas são a Meg Cabot e a Martha Medeiros. Atualmente estou lendo “Feios” de Scott Westerfeld.
8° Qual é a melhor parte de ser autora?
Acho que é a chance de poder ter “várias vidas”. Enquanto eu escrevo, sou transportada para o mundo das personagens e é como se eu estivesse passando por tudo o que elas passam. Eu sinto tudo o que elas sentem, elas me emprestam suas emoções para que eu as vivencie e traduza no papel.