domingo, 8 de outubro de 2017

Perspectivas

Uma manhã chuvosa de primavera.
Ele, preto e branco, enquanto protege sua preciosa pasta, reclama do temporal. Afinal, molhava sua calça durante o trajeto ao metrô.

Ela, com tantas cores contidas em si e com a ingenuidade de uma criança, encara o céu com um sorriso. Por mais que saiba que suas roupas ficarão ensopadas pelo restante do dia, gosta do cheiro da chuva. Gosta do tom cinza que a cidade adquire, apesar dos inconvenientes causados pela água.

Ela, enxerga a pluralidade da vida. Sente-se grata por sentir a chuva de cores que cai sobre ela e sabe que o sol logo voltará a aquecer aquele lugar.
Ele, preso em seu mundo preto e branco, não percebe o que está acontecendo naquele dia. 
Talvez não consiga enxergar além de sua pequena bolha, por estar tão envolto na rotina, agenda e prazos.
 Talvez apenas não queira sair da zona de conforto de seus pensamentos binários.
Quando lhe perguntam como está o céu naquela manhã, diz que está cinza. 
Como seu guarda-chuva. 
Ignorando o tom roxo das nuvens.
Amarelo, dos primeiros raios da manhã. 
E o rosa do pôr-do-sol que se forma atrás das colinas. 
Perspectivas.
Sexta, 6 de outubro de 2017


domingo, 30 de abril de 2017

Cineac Trianon

Meu avô vendeu seu sítio. Fiquei arrasada. Já estava a venda desde que eu me entendo por gente, mas de alguma forma não acreditava que ele teria realmente coragem de fazer isso. Não conheci os atuais donos da propriedade, mas espero que seja também uma família e que não mudem nada. Nem um detalhe da decoração nem da mobília. E que aproveitem muito, como eu aproveitei. Da última vez que fui lá os empregados já haviam sido despedidos, só tinha restado o caseiro e o segurança. 
Sentirei saudades de todos os cafés da manhãs que mais pareciam de hotel, daquele barulhinho tão especial do rio e também dos mergulhos nele. Daquele clima de montanha e daquela fumaça que saia de minha boca a cada palavra, dos dogs alemães que eu vi crescer, de todos os churrascos e todas as pizzas no pavilhão, da quadra de tênis e de toda travessura que aprontei com meus primos ali, cada caça ao tesouro, cada pique esconde,cada poção que fizemos misturando cosméticos do banheiro alheio, aquela pontezinha da piscina, a cada livro que li naquele friozinho com barulhinho da água do rio correndo e a cada miojo. Fico as vezes pensando como deve ter sido dolorido para a mãe do Cazuza quando vendeu essa casa para nós. Gostaria de procura-la hoje em dia e avisar que fiz bom uso dela, conta-la de dias antes de subir a serra até lá da minha empolgação para deixar essa cidade grande e entrar em contato com a natureza, de todas as frutas que comi direto do pé e de toda calça que ficou manchada por uma pirambera que havia atrás do celeiro. Tomara que aquele lugar alegre os dias de outra criança agora. Faça bom uso como nós fizemos, queridos anônimos novos moradores. E obrigada por tudo Cineac Trianon. 
15 de dezembro de 2014

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Lidos em 2016

Olá, pessoal!
Sim, abandonei vocês, desculpem-me. Mas precisei desse período sabático, não me levem a mal. A notícia boa é que inicio 2017 cantando "eu voltei e agora é pra ficar"! Senti tantas saudades! Dizem por ai que bom filho a casa torna, não é mesmo? 
2016, o período que estive fora, foi um ano esquisito e de muita mudança. Não tão glorioso quanto 2015, mas talvez tão importante quanto. Entrei no Ensino Médio e, naturalmente, a pressão aumentou assim como a carga de matérias, porém, felizmente, passei direto. Fiz 15 anos, ganhei uma festa surpresa maravilhosa. Fui a Bienal de São Paulo, assim como a algumas festinhas. Sofri com a crise do estado, cortei o cabelo, tirei o aparelho. Conheci garotos legais, outros nem tanto. Comecei a andar mais sozinha e me sentir capaz. Morei com meu pai e com meu tio (Riverside <3) e todos dizem que emagreci um pouquinho. Mas o mais importante aconteceu aqui dentro. Foi um ano de amadurecimento, de bater cabeça, de adquirir uma independência maior e me encontrar em meio ao caos. Ainda estou perdida, mas, aliás, não estamos todos? 
Não bati minha meta dos 50 livros, assim como beber mais água, ficará para o próximo ano.  

Janeiro:
1º- Isla and the happily ever after (17/01
2º- Delírios de consumo de Becky Bloom na Quinta Avenida (25/01)
3º- Samantha Sweet, executiva do lar (30/01)

Fevereiro: 
4º- Magnus Chase e os deuses de Asgard (08/02)
5º- A rainha vermelha (12/02)
6º- Garota Online (15/02
7º- La La Land (18/02
8º- Wattpad: Sob o mesmo teto (21/02
9º- Orgulho e Preconceito (29/02)

Março: 
10º- Mocassins e All Stars (31/03

Abril: 
11º- Belo Sacrifício (03/04)
12º- Desculpe, eu moro na Barra (07/04)
13º- Perdida (09/04)
14º- Romeu e Julieta (18/04)
15º- Razão e Sensibilidade (24/04)

Maio: 
16º- Eleanor & Park (11/05)
17º- O oráculo oculto (16/05)
18º- Relato de um náufrago (18/05)
19º- Azeitona (25/05)
20º- O pagador de promessas (25/05)
21º- Billy e eu (28/05)

Junho: 
22º- Como eu era antes de você (05/06
23º- Amor nos tempos de #likes (07/06
24º- A megera domada (10/06)
25º- A sereia (17/06)

Julho: 
26º- Princesa das águas (31/07)

Agosto: 
27º- Garota Online em turnê (08/08)
28º- Uma canção de ninar (17/08)
29º- Os 13 porquês (21/08)
30º- O diário internacional de Babi (23/08)
31º- Era uma vez minha primeira vez (24/08)
32º- Próxima parada (29/08)

Setembro: 
33º- Simples Assim (03/09)
34º- Cabeças De Ferro (06/09)
35º- A garota americana (12/09)
36º- Harry Potter e as Relíquias da morte (18/09)
37º- Para todos os garotos que já amei (28/09)

Outubro: 
38º- Aquele verão (04/10)
39º- PS: Ainda amo você (12/10)

Novembro: 
40º- O Erro (13/11)
41º- Caindo na real (17/11)
42º- Harry Potter e a criança amaldiçoada (23/11)

Dezembro: 
43º- Trem-bala (09/12)
44º- O natal dos Medina-Becker (24/12)

Que em 2017 possamos ser pessoas melhores e que tenhamos bons momentos e oportunidades. Além de saúde, amigos e família sempre ao nosso lado. Tenham um feliz ano novo! Amo vocês e I'm back